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Cinco das 13 candidaturas à Presidência da República mencionam o autismo em seus planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral, de acordo com apuração da jornalista Johanna Nublat, da coluna Vidas Atípicas no jornal Folha de S.Paulo. Segundo a coluna, as propostas variam entre medidas específicas para saúde e educação e referências gerais à neurodivergência.
Entre as ideias apresentadas estão a criação de um Mapa Nacional da Neurodiversidade, com informações sobre autismo, TDAH, dislexia e altas habilidades, além da ampliação do diagnóstico precoce e do acesso a terapias próximas às residências. Também aparecem propostas relacionadas à educação inclusiva, como a presença de profissionais especializados, a adoção obrigatória de planos educacionais individualizados e a possibilidade de matrícula em escolas especializadas.
O plano de Romeu Zema (Novo) prevê ampliar o acesso de estudantes a ambientes inclusivos e permitir o credenciamento de clínicas e profissionais especializados para atendimento com recursos públicos. Flávio Bolsonaro (PL) propõe ampliar a rede de serviços destinados a pessoas autistas, com foco em diagnóstico, terapias e acompanhamento próximos das comunidades. Hertz Dias (PSTU) inclui a criação de espaços para redução de ruídos, especialmente nas escolas.
Augusto Cury (Avante) dedica uma seção de seu programa ao chamado Projeto Brasil Neuroinclusivo, que prevê mudanças na educação e a criação de uma rede articulando escolas, famílias, saúde, assistência social e serviços especializados. O projeto também inclui o levantamento nacional sobre neurodivergência e informações sobre questões como evasão escolar, bullying e acesso ao atendimento educacional especializado.
O plano de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) menciona o fortalecimento do diagnóstico e acompanhamento de pessoas com TEA e outras neurodivergências, embora a reportagem aponte uma possível divergência em relação à atual política do Ministério da Saúde. O ministro Alexandre Padilha afirmou, quando questionado, que a campanha pretende apresentar propostas mais detalhadas nas semanas seguintes.
Os planos de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) não mencionam diretamente o autismo. A equipe de Caiado informou, porém, que pretende estruturar redes nacionais para neurodivergentes e doenças raras, com diagnóstico precoce, regionalização dos serviços e ampliação do acesso a especialistas. A campanha de Renan Santos justificou a ausência de propostas específicas afirmando que seu programa foi elaborado sem capítulos direcionados a grupos ou setores.
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