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Anti-neurodiversidade é tema de debate em podcast

7 de maio de 2021

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas e com discussões sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (7) o seu 172º episódio, chamado “Anti-neurodiversidade”. O episódio teve como objetivo discutir o porquê pessoas dentro da comunidade do autismo, sobretudo mães, profissionais e até alguns autistas, rejeitam a ideia de neurodiversidade.

A neurodiversidade é um conceito criado na década de 1990 pela socióloga australiana Judy Singer e se tornou bastante popular entre autistas ativistas. No entanto, questionamentos sobre representatividade, ciência e ativismo rondam o assunto.

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Sobre o tema, o jornalista Tiago Abreu argumentou que é um debate pouco presente no Brasil. “Existe uma discordância nada pequena com a neurodiversidade, mas isso não é discutido de forma sistematizada. Por isso decidimos fazer um episódio mais denso e longo do que o normal, com várias referências teóricas, e até com desabafos sobre coisas guardadas há tempos conosco. Esperamos que isso ajude a comunidade a amadurecer em alguns aspectos”, afirmou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

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Minhas percepções sobre a trajetória do autismo no Brasil

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Por Maria Elisa Granchi Fonseca
Eu costumo dizer que sou da velha geração do autismo no Brasil. Daquela geração que no final dos anos 1980, não tinha livros para ler, internet para consultar, professores para orientar, mas tinha crianças para atender. Pois é. Elas sempre existiram. Eu sou da geração 80 que colocava na porta a plaquinha “Em atendimento”, entrava na sala com a criança e não sabia o que fazer. Eu não tenho vergonha de contar essa passagem da minha vida, pois foi dali que eu passei a entender que algo precisava ser feito. Eu realmente não sabia o que fazer com aquela criança que ali estava e não tinha ninguém que pudesse me orientar com precisão naquele momento.

Palavra mágica

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Esta é a frase mágica que utilizamos quando o Gabriel tenta uma interação social com outras pessoas.

As terapias fazem parte de nossas vidas desde 2011 e, de vez em quando, ele tenta interagir com o mundo que está à sua volta. Por outro lado, ele não sabe muito bem como fazer esta aproximação e, na maior parte das vezes, a reação da outra parte acaba não sendo tão amigável.