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A Faders Acessibilidade e Inclusão divulgou, na última quinta-feira (2), a quinta edição de um estudo sobre pessoas autistas no Rio Grande do Sul. O levantamento utiliza registros da Carteira de Identificação da Pessoa com Espectro Autista (Ciptea) coletados entre 2021 e 2026, reunindo mais de 47 mil cadastros e constituindo uma base de dados voltada à formulação de políticas públicas.
A comparação com o Censo 2022 indica que cerca de 38% da população autista estimada no estado está contemplada nos registros analisados. A carteira está presente em 492 municípios, o que permite identificar características sociais, econômicas e de acesso a serviços. A maior parte das pessoas registradas possui renda de até um salário mínimo per capita, e pouco mais da metade está inscrita no Cadastro Único. Uma parcela menor recebe o Benefício de Prestação Continuada, mesmo entre aqueles com renda compatível com o critério.
Os dados mostram predominância de homens entre os registros, mas indicam crescimento proporcional de diagnósticos entre mulheres ao longo das edições da pesquisa. O estudo também apresenta informações sobre identidade de gênero e raça, com distribuição próxima ao perfil demográfico do estado. A maioria recebeu diagnóstico ainda na infância, embora tenha sido observado aumento de diagnósticos após a adolescência, indicando expansão da identificação do autismo em adultos.
Em relação ao acompanhamento em saúde, mais da metade das pessoas não possui plano privado, mas a maioria realiza atendimento com diferentes especialidades, principalmente psicologia, neurologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. A maior parte apresenta apenas o diagnóstico de autismo, enquanto uma parcela menor possui outras deficiências associadas.
A análise regional aponta variações na proporção de pessoas identificadas em relação às estimativas populacionais. Os dados sobre educação e trabalho indicam redução da participação ao longo da trajetória escolar e baixa inserção no mercado de trabalho por meio da Lei de Cotas, sugerindo desafios na continuidade dos estudos e no acesso ao emprego formal.





