Portugal: Autismo, inclusão e legislação 2008/2018

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Por Eduardo Ribeiro
No ano de 2008, foram dados os primeiros passos legislativos para a inclusão de crianças com perturbações do espetro autista na escola, com a publicação do Decreto Lei 3/2008 de 7 de janeiro, o qual “define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário dos sectores público, particular e cooperativo”.

Inclusão profissional sob a ótica dos direitos humanos

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Por Marcelo Vitoriano
Atualmente, segundo dados internacionais, temos uma prevalência do diagnóstico de autismo de 1 para cada 59 pessoas que nascem. Estima-se que, no Brasil, sejam mais de 2 milhões de pessoas com autismo. Estudos da Inglaterra e Espanha apontam que mais de 80% das pessoas dentro do espectro do autismo estão desempregadas.

As emoções impulsionam o comportamento

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Por Eric Hamblen
Embora as emoções impulsionem a maior parte dos nossos comportamentos, esse fato é muitas vezes um conceito tênue e fácil de ser esquecido à medida que orientamos nossos filhos sobre como compreender suas experiências. Por gerações, a gestão comportamental tem sido o pilar nas instituições de ensino, serviços profissionais, cursos e livros para pais em todo o mundo. O comportamento é importante. Quando percebemos que os comportamentos são movidos por emoções, abrimos nossos corações e mentes para ajudar as crianças em sua necessidade emocional básica de sentirem -se conectadas usando nossa compaixão, um instinto humano.
coluna da Sociedade Brasileira de Pediatria — Revista Autismo

A importância do diagnóstico precoce

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Por Liubiana Arantes de Araújo
A prevalência de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) tem aumentado nos últimos anos devido à maior acurácia diagnóstica ao lado da influência do ambiente na genética. Cada vez mais, as pesquisas científicas têm revelado os mecanismos de desenvolvimento do cérebro ao longo dos primeiros anos de vida e já é consenso que, quanto mais precocemente uma criança é estimulada, melhores são os resultados a longo prazo.
MOAB — Movimento Orgulho Autista Brasil

MOAB — Movimento Orgulho Autista Brasil

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Por Fernando Cotta
O Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab) é uma organização não-governamental (ONG), sem finalidades lucrativas, formado por mães, pais, autistas, seus familiares e amigos interessados no tema, todos voluntários que trabalham incessantemente pela melhoria da qualidade de vida das pessoas autistas e de suas famílias.

Mediador escolar: quem tem direito?

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Por Lucelmo Lacerda
Mediador ou tutor são alguns dos inúmeros nomes dados ao profissional que tem por função acompanhar estudantes com autismo na sua escolarização. Diz a Lei Federal 12.764 que: “Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista [...] terá direito a acompanhante especializado”. Alguns compreendem que o papel deste acompanhante é o de cuidador. Se assim for, só têm direito estudantes que não consigam, sem auxílio, ir ao banheiro, comer, ou executar outras atividades de igual natureza.. Mas como o acompanhante deve ser “especializado”, vou pressupor aqui que seu papel seja apoiar também o ensino (isso pode ser feito em vários modelos, que não explorarei neste texto).
ABA e o ensino da fala — Celso Goyos — Revista Autismo

ABA e o ensino da fala

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Por Celso Goyos
A fala antecede a aquisição da linguagem complexa e é uma das características mais marcantes que o ser humano apresenta, sendo, para muitos, o divisor de águas entre seres humanos e infra-humanos. Quando, após a idade de 18 meses, a criança não apresenta a fala, ou a apresenta, mas de forma menos desenvolvida do que outras crianças de mesma idade e de nível sócio-econômico-cultural semelhante, é motivo de grande preocupação para os pais. Se a ausência, ou atraso, da fala persiste após os 18 meses, e a criança não apresenta prejuízo na estrutura auditiva e na estrutura da fala, tampouco apresenta prejuízos neurológicos significativos que justifiquem a condição, esta criança pode estar sob suspeita do diagnóstico de autismo. Este diagnóstico pode se confirmar, ou não, a depender das outras características definidoras apresentadas na condição do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Dia Mundial de Conscientização do Autismo - Revista Autismo

aconTEAcimentos

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Por Redação da Revista Autismo
Fatos, acontecimentos e notícias a respeito do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Fake News: Um Autista No Filme ‘Amargo Pesadelo’ - Revista Autismo

Fake news: Um autista no filme ‘Amargo Pesadelo’

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Por Francisco Paiva Jr.
Há muitos anos circula na internet um boato que sempre reaparece e se relaciona a um duelo musical entre um banjo e um violão, no filme “Amargo Pesadelo” (“Deliverance”, no título original, em inglês), de 1972. Dirigido por John Boorman, a película é baseada no romance de mesmo nome, escrito por James Dickey, que aparece no filme, no papel de um xerife. Na verdade, o jovem Billy Redden — nascido em 1956, em Rabun County, na época tinha 16 anos — teria sido escolhido em sua escola, Clayton Elementary School, para fazer uma participação no filme por conta de sua “aparência exótica”, mas não é autista e não tem qualquer deficiência ou síndrome.
André é o personagem autista da Turma da Mônica — Instituto Maurício de Sousa + Revista Autismo

André, o personagem autista da Turma da Mônica em: Ecolalia

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Por Maurício de Sousa
Parceria Instituto Maurício de Sousa + Revista Autismo com charge exclusiva de Maurício de Sousa para a Revista Autismo com o André, personagem autista da Turma da Mônica. Nesta charge, explicando sobre ecolalia.

Editorial – edição 4

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Por Redação da Revista Autismo
Após cinco anos sem publicarmos, estamos de volta. Não mais como um projeto social numa ONG, mantendo-se apenas por doações e sem anúncios publicitários. Infelizmente, aquele modelo de negócio se mostrou insustentável. Agora somos uma social startup, uma empresa privada, para fazer a revista de uma forma profissional, como qualquer negócio comercial. Porém, com o mesmo propósito social que nos move desde o início: disseminar informação de qualidade a respeito de autismo, inclusive mantendo a revista gratuita, como sempre foi. Nossa missão.

A Liga dos Autistas

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Por Francisco Paiva Jr.
Quando você ouve a palavra “liga”, é difícil não vir à mente uma liga de super-heróis. Mas estou falando da “Liga dos Autistas” (nada de ficção, realidade) — o que, por um lado, não é tão difícil imaginar o quão super-heróico tem de ser, para enfrentar o preconceito e o “ser diferente” em tempos de tão pouca tolerância em nosso país. É realidade. E eles não só enfrentam como criaram a liga para ajudar outros autistas, dar-lhes voz, debater questões e mostrar uma visão diferente, de quem está dentro do autismo, a respeito de vários assuntos.