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Paula Ayub

É psicóloga clínica, terapeuta de família, diretora do Centro de Convivência Movimento – local de atendimento para autistas –, autora de vários artigos e capítulos de livros, membro do GT de TEA da SMPD de São Paulo e membro do Eu me Protejo (Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes 2020, na categoria Produção de Conhecimento).

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E agora? Quem era deixou de ser?

15 de março de 2022

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma petição do Center of Neurodivergence pede a revisão do ainda não lançado DSM – 5 – TR.

A versão da “bíblia” dos transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria prevê uma mudança nos critérios diagnósticos de autismo favorecendo uma leitura mais conservadora do transtorno.

Academia do Autismo

Segundo o Center of Neurodivergence a nova leitura restringe o diagnóstico, deixando milhões de pessoas sem sequer a possibilidade diagnóstica para autismo.

A discussão veio à tona pela entrevista dada ao podcast the Modern Therapist’s Survivel Guide pelo co-chair revisor do DSM, Michael B. First, afirmando que:  “os critérios mais conservadores buscam reduzir as taxas de prevalência de diagnóstico de autismo, pois estar no espectro é superdiagnosticado e se tornou muito prevalente culturalmente” (tradução da autora).

Em termos práticos, o que isso pode significar?

Para o Center of Neurodivergence, é um  grande problema sistêmico, que envolve desde o diagnóstico até os atuais números de prevalência que são de 1:44 nascidos segundo o CDC, Center of Disease Control.

Segundo estudos, o aumento do número de casos se deu pelo crescente número de profissionais capacitados para diagnósticos mais precisos, além do avanço e proliferação de informação sobre o espectro.

Quando achamos que estamos caminhando para frente, alguém diz que o diagnóstico é amplo demais e que devemos ser mais conservadores para diminuir a prevalência.

Não estamos mais discutindo prevalência; autismo não é doença e contamos a neurodiversidade para aprofundar o tema sobre a diversidade do cérebro humano.

Não se pode deixar de ser o que se é.

Uma palavra não pode mudar uma história de vida.

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