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A advogada e empreendedora Alicianni Moraes mudou sua rotina profissional após o filho, João, receber o diagnóstico de autismo aos dois anos. A necessidade de acompanhar terapias, consultas e atividades de desenvolvimento dificultou a conciliação dos cuidados com a jornada de trabalho no emprego anterior. Diante dessa situação, ela passou a produzir doces, bolos e pudins em casa, organizando a atividade conforme os horários do filho.
Em entrevista à TV Clube, Alicianni disse que o acompanhamento do desenvolvimento da criança também exige a continuidade de estímulos em casa, o que a levou a buscar uma alternativa profissional compatível com essas responsabilidades. “Eu em casa, adorava cozinhar, fazer bolos, pudins, então isso aqui já é uma terapia para mim. Então busquei algo dentro dos meus limites, dentro da agenda do João, conciliar com a minha agenda profissional”, disse.
A empresária Deyse Medeiros, que também é mãe de uma criança autista, enfrentou dificuldades semelhantes para manter um emprego formal devido aos compromissos com o acompanhamento terapêutico do filho. Por isso, decidiu investir no próprio negócio. Uma pesquisa da consultoria de recrutamento Fesa Group, realizada entre janeiro e fevereiro deste ano, apontou que 59,1% das executivas que são mães relataram impactos negativos na trajetória profissional após terem filhos.
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