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O número de pessoas que recebem o diagnóstico de autismo na vida adulta tem crescido nos últimos anos. Para muitos adultos, a identificação da condição ocorre após décadas de dificuldades relacionadas à comunicação, à interação social, à adaptação a mudanças e à sensibilidade a estímulos, o que faz ter novas compreensões de experiências vividas desde a infância.
Uma reportagem da Record Rio Preto apresentou relatos de adultos que receberam o diagnóstico após os 40 anos. O professor Robson contou que, durante grande parte da vida, acreditava apenas perceber o mundo de maneira diferente das outras pessoas. Segundo ele, a suspeita de autismo surgiu aos 39 anos, após ouvir um artista descrever características do transtorno. O diagnóstico foi confirmado três anos depois, aos 42 anos, por meio de uma avaliação neuropsicológica.
A reportagem também destacou que, durante muitos anos, características associadas ao autismo eram frequentemente interpretadas como timidez, traços de personalidade ou dificuldades de socialização. Entre os fatores relacionados ao diagnóstico tardio está a chamada camuflagem social, estratégia utilizada por parte das pessoas autistas para adaptar comportamentos e atender às expectativas sociais, o que pode retardar o reconhecimento do transtorno.
Segundo a assistente de programas e projetos da Gerência de Educação Especial de São José do Rio Preto, Erika Volpe, o cenário nas escolas mudou nas últimas décadas. De acordo com ela, a ampliação dos estudos sobre autismo e a formação de profissionais permitem que sinais sejam identificados mais cedo, favorecendo o encaminhamento para avaliação e a realização de adaptações no ambiente escolar conforme as necessidades de cada estudante.
A reportagem também apresentou o relato da neuropsicóloga Vanessa, diagnosticada com autismo nível 1 na vida adulta. Ela afirmou que, durante a infância, fazia esforço para se adaptar às interações sociais, o que gerava desgaste emocional. Após receber o diagnóstico, passou a compreender melhor sua trajetória e direcionou sua atuação profissional para o atendimento de pessoas autistas e suas famílias.
Assista a reportagem completa:
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