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O pesquisador britânico Simon Baron-Cohen, uma das maiores referências internacionais sobre o autismo das últimas décadas, afirmou que se arrepende de ter utilizado a expressão “cérebro extremamente masculino” para descrever uma de suas teorias sobre o autismo.
Segundo ele, embora os estudos sobre diferenças entre sistematização e empatia continuem válidos, a terminologia favoreceu interpretações equivocadas. “Alguns desses termos podiam ser facilmente mal interpretados e, por isso, lamento isso. Isso pode levar a manchetes simplistas como ‘pessoas autistas não têm empatia’, o que não é verdade”, disse em entrevista ao The Guardian.
Baron-Cohen também anunciou a criação de um novo centro de pesquisa sobre autismo na Universidade de Cambridge, viabilizado por uma doação de US$ 34,5 milhões da filantropa Lisa Yang. A iniciativa terá como foco prioridades apontadas pela comunidade autista, incluindo diagnóstico precoce, qualidade de vida, expectativa de vida e condições de saúde física.
Entre as linhas de pesquisa previstas estão doenças cardiovasculares, saúde de mulheres autistas e formas de ampliar o acesso ao atendimento. O pesquisador citou resultados preliminares de um estudo que identificou maior risco de eventos cardiovasculares entre pessoas autistas, especialmente mulheres, e defendeu que essas questões passem a receber mais atenção na prática clínica.
O cientista também destacou mudanças na forma de conduzir pesquisas, com maior participação da comunidade autista na definição das prioridades.
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