25 de abril de 2026

Tempo de Leitura: 2 minutos

Os pesquisadores Priscila Enrique de Oliveira e Lucelmo Lacerda lançaram, neste mês de abril, o livro “Autismo em Terras Indígenas — Saúde, Educação e Interculturalidade com os Povos Originários”. A obra, publicada pela Juruá Editora em versão impressa e digital, aborda a relação entre o transtorno do espectro do autismo (TEA), políticas públicas e as perspectivas culturais de povos indígenas no Brasil.

A publicação discute a ausência de estudos voltados às concepções indígenas sobre deficiência e transtornos mentais, com foco no autismo. O conteúdo analisa como políticas públicas nas áreas de saúde e educação têm sido formuladas sem considerar as visões de mundo dessas populações, além de apresentar propostas de diálogo entre diferentes perspectivas.

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Lacuna científica

O livro aborda temas como conceitos de saúde e doença em contextos indígenas, histórico das políticas públicas voltadas à saúde indígena, inclusão em escolas indígenas e experiências em territórios específicos. Também são apresentados relatos e análises sobre comunidades como Guarani, Kokama e Karipuna, além de reflexões sobre práticas culturais e interpretações do autismo.

A obra também chama atenção para uma lacuna relevante na produção científica sobre deficiência e transtornos mentais em territórios indígenas, evidenciando como essa ausência impacta diretamente a formulação de políticas públicas ainda marcadas por abordagens verticalizadas e pouco sensíveis às realidades culturais dos povos originários.

Diálogo

No trecho final da obra, os autores resumem a proposta do livro: “Pretendemos abrir espaço para que pesquisadores de diferentes áreas se interessem por estas questões e viabilizem estudos, que são urgentes para servir de base para a construção de políticas públicas que se pautem no diálogo com os povos originários e possam se efetivar a partir de uma visão decolonial”, afirmam Priscila Enrique e Lucelmo Lacerda em trecho do livro.

A obra conta com prefácio de Rejane Pafej Kanhgág e colaboração de autores como Liliane Lima Bizantino, da etnia Kokama, e Tyrone dos Santos, da etnia Karipuna.

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Editor-chefe da Revista Autismo, jornalista, empreendedor.

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