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Uma placa colocada no banco traseiro de um carro de aplicativo chamou atenção nas redes sociais ao informar que o motorista é autista e solicitar aos passageiros que evitem conversar durante as viagens. O aviso também orienta sobre outros aspectos da corrida, como não comer ou fazer as unhas no veículo, fechar as portas com cuidado, verificar objetos pessoais antes de sair e evitar perfumes fortes devido à rinite. Alterações no destino e inclusão de paradas devem ser feitas pelo aplicativo.
Um motorista entrevistado pelo UOL, Érick Ribeiro, contou que já teve dificuldades com barulho, conversas e vídeos reproduzidos pelos passageiros enquanto trabalhava para aplicativos. “Em alguns casos, pedia para abaixar o som do celular. Não tive problemas sérios, nunca levei uma multa de trânsito e nem tive reclamação de passageiro. Mas se o aplicativo tivesse uma sinalização de motorista autista, teria sido mais fácil”, disse ele.
Atualmente, segundo as informações apresentadas, Uber e 99 não oferecem uma ferramenta específica para que motoristas autistas indiquem previamente condições relacionadas a estímulos sensoriais ou conversas. A reportagem também destacou que adaptações como comunicação objetiva, previsibilidade e redução de estímulos podem contribuir para a permanência de profissionais autistas no trabalho. A avaliação apresentada é que medidas de acessibilidade buscam reduzir barreiras existentes, e não oferecer vantagens aos trabalhadores.
Canal Autismo





