28 de fevereiro de 2026

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Uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo conta as histórias de mulheres autistas que, após falarem publicamente sobre seus diagnósticos, receberam mensagens incômodas de homens em redes sociais. Um dos casos é a psicóloga Luana Alves de Oliveira relatou ter recebido mensagens de um homem desconhecido sobre seu ciclo menstrual. Após interromper a conversa, as mensagens foram apagadas. Desde que passou a produzir conteúdo sobre autismo nas redes sociais, ela afirma que aumentaram as abordagens de homens com comentários e perguntas sobre sua vida pessoal, muitas vezes com conotação invasiva.

A estudante de psicologia Babi Caporalini também relata ter recebido mensagens de homens mais velhos após tornar público seu diagnóstico. Segundo ela, parte das abordagens sugeria interesse associado à sua condição, o que gerou sensação de vulnerabilidade. As duas apontam que mulheres autistas podem enfrentar tanto hipersexualização quanto infantilização, que desconsidera sua vida afetiva.

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Um estudo publicado em 2023 na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience, com uma amostra de 225 mulheres autistas na França, indicou que 88,4% relataram ter sofrido violência sexual ao longo da vida, sendo que a maioria das primeiras agressões ocorreu antes dos 18 anos. Especialistas afirmam que a dificuldade em interpretar intenções e normas sociais pode aumentar a exposição a situações de risco.

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