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Um incêndio no antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, destruiu laboratórios e amostras de pesquisas científicas, incluindo materiais relacionados ao autismo. O fogo começou na quarta-feira (7) e atingiu o edifício que abrigava pesquisas nas áreas de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Segundo o reitor Alfredo Gomes, o incêndio provocou a perda de aproximadamente 20 anos de pesquisas e causou prejuízos estimados em R$ 100 milhões em equipamentos.
Segundo o G1, entre os materiais perdidos estavam amostras de estudos sobre o autismo, além de pesquisas sobre câncer, Covid-19 e Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). De acordo com relatos de estudantes à TV Globo, as amostras estavam armazenadas nos laboratórios do prédio. A destruição dos materiais afeta pesquisas desenvolvidas por estudantes de iniciação científica, mestrandos, doutorandos e professores da universidade.
O reitor afirmou que havia cerca de 100 tipos de pesquisas no edifício e que os equipamentos e as amostras foram destruídos pelo fogo. A perda do material acumulado ao longo de duas décadas representa um impacto para a continuidade dos estudos realizados no local. A Polícia Federal vai investigar as causas do incêndio e apurar se houve ação criminosa. Peritos federais foram enviados à universidade para examinar o local, e um inquérito policial será instaurado. O combate às chamas foi concluído na manhã de quinta-feira (8).
Este foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. Um fogo atingiu um laboratório do Departamento de Física em 30 de setembro, e outro foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, em 4 de outubro. A universidade informou que entrou em contato com os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação para buscar apoio diante dos danos provocados pelo incêndio.
Canal Autismo





