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Um estudo recente revela que cerca de 300 mil idosos brasileiros, com 60 anos ou mais, apresentam algum grau de transtorno do espectro do autismo (TEA). De acordo com a Agência Brasil, a pesquisa destaca a prevalência do TEA nesta faixa etária e os desafios relacionados ao diagnóstico e suporte adequado.
Conforme a Agência Brasil, este dado foi levantado por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com base em informações do Censo Demográfico de 2022. Os resultados indicam que a prevalência autodeclarada do TEA entre indivíduos com 60 anos ou mais no Brasil atinge 0,86%, correspondendo a aproximadamente 306.836 pessoas. A pesquisa aponta que a prevalência do TEA em idosos está entre um e dois por cento, similar à população geral, mas que o número de pessoas idosas neurodivergentes sem um diagnóstico formal pode ser ainda maior.
Desafios do diagnóstico
A invisibilidade do autismo em idosos é uma questão crucial, uma vez que muitos passaram a vida sem um diagnóstico formal, o que pode impactar o acesso a serviços de saúde e apoio apropriados. A identificação do TEA nessa população é desafiadora, pois algumas manifestações do transtorno podem ser confundidas com outras condições, como depressão e demência, e há uma escassez de profissionais capacitados. Os dados reforçam a importância de desenvolver estratégias para a identificação e o apoio a adultos mais velhos com TEA, visando aprimorar sua qualidade de vida e garantir o acesso a direitos.
Detalhes completos sobre esta notícia, escrita por Flávia Albuquerque, estão disponíveis no site da Agência Brasil, acessível neste link.
Francisco Paiva Jr.





