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Em Schroeder, no interior de Santa Catarina, um servidor público que atua como coveiro no cemitério municipal passou a produzir esculturas em cimento no próprio local de trabalho. Diagnosticado com autismo, Pablo Luis Nicoline desenvolveu a atividade de forma autodidata e utiliza recursos próprios para criar peças destinadas ao espaço do cemitério, onde trabalha diariamente. A iniciativa surgiu a partir da observação da rotina de enterros e da convivência com famílias enlutadas.
Segundo o Jornal do Vale, a proposta de intervenção artística chegou a ser apresentada à administração municipal, mas não avançou. Diante disso, o servidor decidiu dar continuidade ao projeto de forma independente, sem apoio institucional. O trabalho foi iniciado sem formação artística formal, em um espaço improvisado, com ferramentas simples e aprendizado baseado em leitura técnica e experimentação prática.
O processo incluiu estudos de anatomia humana para aprimorar a representação das figuras esculpidas, além de testes sucessivos com o cimento, material escolhido para as obras. Com o tempo, ele adquiriu instrumentos específicos para escultura e consolidou métodos próprios de trabalho. Após cerca de um ano de dedicação, a primeira estátua, intitulada “O Luto”, entrou em fase final de execução. A intenção é continuar produzindo novas esculturas para o cemitério e integrar as peças ao ambiente já existente.
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