17 de setembro de 2026

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O número de profissionais neurodivergentes contratados no Brasil aumentou 66% nos últimos dois anos, segundo levantamento da plataforma Gupy. Em março deste ano, 315 pessoas neurodivergentes foram admitidas, o maior número registrado pela plataforma em um único mês. Os dados também apontam que, em julho de 2024, mais de 1.700 profissionais participaram de treinamentos sobre neurodiversidade oferecidos pela empresa.

Segundo o Correio Braziliense, o crescimento das contratações pode estar relacionado à ampliação do conhecimento sobre neurodiversidade, à realização de diagnósticos na vida adulta e à criação de programas de diversidade e inclusão nas empresas. “A quebra de estigmas e preconceitos, aliada ao aumento da conscientização sobre o tema, fez com que muitas empresas passassem a enxergar esses profissionais por suas competências e potencial, e não por suas diferenças”, disse Juliana Dandrade, especialista em gestão humanizada.

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Ylana Miller, especialista em gestão de carreira, também atribui ao aumento do diagnóstico tardio de autismo e que isso está se refletindo nas empresas. “É um processo de evolução ainda. A gente chama de recrutamento neuroinclusivo, ou seja, as entrevistas tradicionais também são substituídas por alguns testes práticos e por alguns processos que antigamente a gente não via com a frequência que nós já estamos observando hoje em dia”, afirmou.

Para os profissionais, a entrada no mercado de trabalho pode estar relacionada à autonomia financeira, ao desenvolvimento de carreira, ao reconhecimento de competências e à participação social. As especialistas também mencionam aspectos como pertencimento, motivação, autoconfiança e segurança psicológica como possíveis efeitos da inclusão no ambiente profissional.

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