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Em entrevista a Folha de S.Paulo, o escritor britânico Matt Haig afirmou que muitos de seus personagens refletem a forma como ele próprio percebe o mundo. Após receber o diagnóstico de autismo e TDAH, o autor passou a interpretar sua produção literária sob uma nova perspectiva, dizendo que já abordava essas experiências em seus livros antes de conhecer suas condições.
Obras como Os Humanos retratam personagens que se sentem deslocados, característica que associa à própria vivência. O romance foi relançado no Brasil neste ano e antecede a publicação de O Trem da Meia-Noite, novo livro que retoma temas presentes em A Biblioteca da Meia-Noite, como escolhas, arrependimentos e diferentes possibilidades de vida.
O autor também falou sobre a repercussão de A Biblioteca da Meia-Noite, que alcançou sucesso internacional e gerou debates entre leitores brasileiros após críticas do influenciador Felipe Neto. “Eu devo muitos royalties ao Felipe [Neto]”, disse ele.
Haig afirmou que busca escrever histórias que consideraria úteis para si mesmo quando era mais jovem. Ele também relacionou esse objetivo à experiência descrita em Razões para Continuar Vivo, livro em que narra o período em que enfrentou depressão. Além disso, destacou que referências como literatura, filosofia, música e lembranças pessoais aparecem com frequência em suas obras.
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