Por

Larissa Lafaiete

É ativista, advogada, mãe do Augusto Mangussi, que tem 13 anos e é autista e artista plástico.

A importância da rede de apoio na maternidade atípica

1 de março de 2021

Tempo de Leitura: 2 minutosO Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) representa um grande desafio em decorrência da frequência crescente de diagnósticos. Cada vez mais se percebe a necessidade de uma rede de apoio, cuidado e partilha. A dificuldade de diagnóstico precoce faz com que muitos adultos se descubram autistas  tardiamente e necessitem de apoio  e do envolvimento familiar.

Em setembro de 2020, unimos nosso carinho e criamos o “Grupo Terapia de Mães”, um projeto de grupo terapêutico de mães atípicas e professores pela inclusão. Contamos com centenas de mães e professoras nesse grupo em que oferecemos palestras online uma vez por semana, com profissionais altamente capacitados, de acordo com o interesse manifesto e temáticas escolhidas pelos próprios membros dos grupos. As palestras também são disponibilizadas no Youtube. Essa ação busca auxiliar famílias no enfrentamento das questões diárias, proporcionando-lhes momentos de aprendizado e troca de experiências. 

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Criamos também um grupo de acessibilidade jurídica para responder às dúvidas relacionadas ao direito dos autistas e, em breve, daremos início a um grupo com psicólogos para auxiliar muitas famílias que estão passando por sofrimento emocional, esgotamento psicológico e físico. Esse grupo visa oferecer atenção e cuidados relativos à escuta das famílias, ou seja, um apoio para o bem estar do cuidador.

Contamos com a participação de autistas para aprendermos por meio da experiência de vida de cada um. Os grupos de terapia de mães atípicas foram criados por mim (Larissa Lafaiete), ativista, advogada, mãe do Augusto Mangussi, que tem 13 anos e é autista e artista plástico; Daniele Alves, ativista, criadora do @teaemfamilia, mãe do Rafael, autista e por Maria Julia Varella, autista, pedagoga e especialista em educação inclusiva. Para Maria Julia o maior objetivo da iniciativa é dar acolhimento às mães que muitas vezes se sentem solitárias. Daniele Alves diz que até pouco tempo atrás, para ouvir um profissional era preciso participar de congressos, o que acabava sendo difícil para as mães. Nossos grupos trazem acesso a esse conhecimento, e então podemos fazer o melhor pelos autistas.

Para participar das palestras semanais no Zoom, basta seguir o perfil @terapiademaes_atipicas no Instagram.

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