29 de setembro de 2026

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu uma consulta pública sobre os procedimentos utilizados na avaliação do autismo no Brasil. A iniciativa é direcionada a médicos, outros profissionais de saúde, pessoas autistas, familiares, cuidadores e demais interessados, com o objetivo de reunir contribuições sobre aspectos que podem ser aprimorados no processo diagnóstico.

De acordo com o órgão, a consulta considera que os sinais do autismo podem variar entre as pessoas e aparecer em diferentes momentos da vida, além de ocorrerem junto a condições como ansiedade, epilepsia, deficiência intelectual e transtornos do sono. Como não há um exame específico para confirmar o autismo, a avaliação depende da história clínica, da análise do desenvolvimento e da participação de profissionais de diferentes áreas. Segundo o CFM, falhas nesse processo podem contribuir para diagnósticos tardios ou equivocados e para tratamentos que não correspondam às necessidades da pessoa.

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O formulário contém cinco perguntas sobre a avaliação e o tratamento do autismo. Entre os temas estão a participação da psiquiatria no diagnóstico, a relação entre sinais, alterações psicopatológicas e desenvolvimento, e a contribuição de outras especialidades médicas e profissões da saúde para a definição das intervenções, com ou sem medicamentos. A consulta também aborda a identificação de comorbidades e sua influência nas decisões terapêuticas.

Outro ponto apresentado pelo CFM é a possibilidade de tornar obrigatório o registro dos diagnósticos diferenciais considerados e posteriormente afastados durante a avaliação. As respostas serão utilizadas pelo conselho na elaboração de orientações sobre avaliação e tratamento do autismo no país.

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