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O escritor e jornalista Clinton Davisson Fialho, de 55 anos, relacionou a personagem Jun Vellanda, criada por ele na infância, às próprias experiências depois de receber o diagnóstico de autismo. Atualmente estudante de Letras na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ele apresenta o romance Hegemonia — Vellanda na Bienal do Livro de São Paulo, no dia 13, às 15h, no estande da Editora AVEC.
Segundo o G1, o livro foi publicado em 2025 e combina fantasia e ficção científica para tratar de neurodivergência, altas habilidades, preconceito, isolamento social e pertencimento. A protagonista é Jun Vellanda, uma jovem de 14 anos que vive em uma sociedade onde mulheres são proibidas de estudar. Após consumir uma poção que aumenta sua capacidade intelectual, ela passa a ser perseguida por autoridades políticas e religiosas e deixa sua casa, atravessando um cenário de guerra com diferentes povos, criaturas e dragões.
Clinton começou a escrever a história em 2008 e tinha pouco conhecimento sobre autismo naquele período. Em 2021, depois que seus filhos receberam o diagnóstico, ele passou a pesquisar o tema e identificou características semelhantes em sua própria trajetória. Em 2024, recebeu os diagnósticos de autismo e TDAH, além de altas habilidades, e passou a interpretar a personagem e a narrativa a partir dessa experiência.
“Pessoas neurodivergentes não devem ser tratadas como um peso, nem classificadas como melhores ou piores. Precisam ser respeitadas e acolhidas como qualquer outra pessoa”, disse.
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