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Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês um pouco da rotina que tenho com o meu cachorro, o Brownie: o famoso “Passear”! Como o próprio nome já diz, o objetivo principal é, simplesmente, dar uma volta com o cachorro. Simples assim. O motivo de eu escrever sobre isso é, mais do que tudo, para compartilhar a felicidade dele quando ouve essa palavra mágica!
Não sei se o pet de vocês também reage assim, mas quando falamos “passear” para o Brownie, ele simplesmente fica todo serelepe e feliz da vida. Ele pula, corre para lá e para cá e ainda nos mostra onde está a coleira para pegarmos.
O Brownie é um Border Collie (raça considerada a mais inteligente do mundo). Até aí, tudo bem, mas temos que lembrar que ele tem apenas 6 meses de vida. É praticamente um bebezão, hahaha! E eu fico pensando direto: “se ele já é esperto assim agora, imaginem quando for adulto!”
Para não causar ansiedade nele, nós evitamos falar a palavra “passear” fora de hora. Por isso, na maior parte do tempo, quando não é o momento de sair, apenas cochichamos entre nós ou avisamos às visitas para usarem “a palavra com P”.
Bom, ver a felicidade do nosso pet é um dos motivos que me fazem gostar tanto do passeio e achá-lo essencial. Outra razão para eu trazer esse assunto à coluna é ressaltar o quanto é importante que as pessoas levem seus cães para passear. É um hábito que faz muito bem não só para os animais, mas também para o ser humano que os guia, ainda mais em um lindo dia de céu azul, como costuma ser o nosso caso.
Valorize o seu cão, pois ele é o seu companheiro mais fiel. Eu sempre digo às pessoas que, particularmente, nunca gostei da expressão “o cachorro é o melhor amigo do homem”. Negativo! O cachorro é o melhor amigo do homem, da mulher, das crianças, do ser humano em geral. E ele sempre estará ao seu lado para te apoiar.
E falando em apoio, eu não poderia deixar de comentar o quanto essa conexão é ainda mais especial e importante para muitas crianças (e adultos!) no espectro autista. Sabemos que o mundo, muitas vezes, pode parecer barulhento ou confuso demais, e ter um pet ali que não te julga, que não exige contato visual o tempo todo e que te ama do jeitinho que você é, faz toda a diferença para a regulação emocional.
Inclusive, existem cães que fazem um trabalho oficial maravilhoso para aqueles que necessitam. E é muito legal a gente entender a diferença entre eles. Por um lado, temos os animais de suporte emocional. Eles são aqueles companheiros que trazem um conforto imenso, ajudam a aliviar a solidão e a ansiedade, e dão muita segurança apenas por estarem por perto na rotina. O próprio Brownie, com toda a sua alegria contagiante, acaba sendo o meu grande suporte emocional em muitos dias!
Por outro lado, existem os cães de assistência (ou de serviço). Esses são verdadeiros “profissionais”. Eles passam por um treinamento longo e rigoroso para realizar tarefas específicas que ajudam a pessoa autista no seu dia a dia. Eles podem ser treinados, por exemplo, para aplicar pressão profunda (deitando no colo) e ajudar a acalmar durante uma crise de sobrecarga sensorial, para evitar que a criança corra para a rua sem olhar para os lados, ou até para interromper comportamentos que possam machucar ou colocar a pessoa em risco.
Seja um cão de assistência focado no seu trabalho, um grande parceiro de suporte emocional, ou apenas um bebezão serelepe de 6 meses que fica maluco quando ouve “a palavra com P”, a verdade é uma só: o amor de um cachorro tem um poder gigante de transformar a nossa vida para melhor.
Nícolas Brito Sales





