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Margareth Bruno recebeu o diagnóstico de autismo em 2023, aos 40 anos, depois que os filhos, Isaac e Samuel, também foram diagnosticados com TEA e TDAH. As semelhanças percebidas pelo marido levaram à sugestão de uma avaliação neuropsicológica. Na infância, Margareth já apresentava características relacionadas ao autismo, mas recebeu outros diagnósticos após consultas com neurologistas e psiquiatras.
Segundo Margareth, em reportagem do G1, a ausência de acompanhamento durante a infância fez com que algumas dificuldades aumentassem ao longo dos anos. Os filhos, por outro lado, foram encaminhados para avaliação a partir da percepção da escola e passaram a receber acompanhamento desde a infância. Atualmente, a rotina da família envolve terapias, medicação e cuidados relacionados à seletividade alimentar.
“É muito corrido, muito difícil, principalmente uma família em que tanto a mãe quanto os filhos estão dentro do espectro. Sem uma rede de apoio, de família, é desafiador. Às vezes, sendo muito sincera, é desgastante, mas nós temos conseguido vencer todo dia”, disse.
Ela também menciona a sobrecarga enfrentada por mães que acompanham familiares autistas e relaciona essa situação à ocorrência de ansiedade e depressão. De acordo com o relato, as dificuldades de acesso ao atendimento, incluindo a falta de vagas nos centros municipais, contribuem para esse cenário.
Canal Autismo





