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Mães de pessoas autistas em Teresina relatam dificuldades relacionadas à rotina de cuidados, à falta de tempo para atividades pessoais e à busca por acesso a serviços e direitos. Desterro Lustosa, mãe de um homem autista de 32 anos, conta que divide os dias entre terapias, cuidados do filho e tarefas domésticas.
“Não tenho tempo para fazer unha, ir ao salão ou me cuidar. Passear ou ir a uma festa é muito difícil. A gente fica sobrecarregada, sem tempo para si. Às vezes, tenho lazer sem ele, quando vou ao cinema com minha filha e marido, mas é raro”, disse ela em entrevista ao G1.
Outras famílias também relatam situações semelhantes. Joice Rodrigues, que tem dois filhos autistas, afirma que a rotina envolve acompanhar as necessidades dos filhos e lidar com dificuldades relacionadas ao sono e à circulação em espaços públicos.
A presidente da Associação de Amigos dos Autistas do Piauí (AMA), Soraia Martins, argumentou que responsáveis por pessoas autistas enfrentam demandas relacionadas a saúde, educação, direitos e à própria rotina enquanto cuidadores.
No Piauí, mais de 20 mil pessoas possuem a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), documento que permite acesso prioritário a atendimentos. A carteira é emitida desde 2019 e passou a contar com versão digital em 2023.
Uma audiência pública será realizada na Câmara Municipal de Teresina para discutir saúde mental, apoio psicológico e prevenção ao suicídio entre pais e cuidadores de pessoas autistas. A iniciativa foi solicitada pela AMA com foco na criação de políticas públicas para cuidadores e pessoas com TEA.
Canal Autismo




