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Elizandra Menegat, gerente da Keune Brasil, relatou sua experiência como mãe de Matheus, jovem de 18 anos diagnosticado com autismo, para a revista Crescer. Ela afirmou que o convívio com o filho modificou sua forma de enxergar relações pessoais e profissionais, levando-a a compreender diferentes formas de comportamento e aprendizado.
Ela contou que decidiu recomeçar a vida ao voltar para Curitiba com o filho ainda pequeno, em um período em que o diagnóstico estava sendo investigado. Segundo Elizandra, o entendimento sobre o autismo era limitado naquele momento, e o processo foi acompanhado por dúvidas e dificuldades de aceitação dentro da própria família.
Ao longo dos anos, buscou diferentes formas de acompanhamento para o filho e disse que priorizou estratégias voltadas ao desenvolvimento da autonomia. Entre as iniciativas adotadas estavam terapias voltadas à interação social e mudanças graduais na rotina, como retirar o tutor e permitir que o jovem permanecesse sozinho em casa em algumas ocasiões.
Ela afirmou que sempre incentivou Matheus a enfrentar desafios sem usar o diagnóstico como justificativa para desistir de atividades. “Minhas amigas tinham filhos que liam com 5 anos. Eu quase quebrei tudo quando vi ele lendo com 13. Vibro com pequenas conquistas. Aprendi que a gente tem que aprender a celebrar o que é grande para cada pessoa, não o que é grande para os outros”, afirmou.
Atualmente, Matheus está em processo de inserção no mercado de trabalho. Segundo a mãe, o objetivo é que ele consiga desenvolver independência e construir relações sociais no próprio ritmo.
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