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O Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), motivou relatos de mulheres sobre maternidade, diagnóstico de deficiência e rotina de cuidados com os filhos. Para o G1 do Acre, Maria Lúcia Souza Saraiva, de 47 anos, relatou que encontrou na adoção o caminho para a maternidade após receber diagnóstico de lúpus e passar por três abortos espontâneos. Moradora de Tarauacá, ela é mãe solo de Francisco Wriel, de 11 anos, e Adriel Ravi, de 8, ambos com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para sustentar a família, trabalha com venda de salgados e organiza a rotina entre produção, escola e terapias dos filhos.
Maria Lúcia afirmou que precisou adaptar a vida após deixar a sala de aula em razão das limitações provocadas pelo lúpus. Segundo ela, a rotina inclui deslocamentos de motocicleta para levar os filhos à escola e aos atendimentos terapêuticos. “Eu sou mãe, pai, motorista, terapeuta. Eu sou tudo e eu tenho que dar conta”, disse.
Em Valinhos, Andreza Adriana Geremias de Oliveira compartilhou experiências relacionadas à maternidade e ao diagnóstico do filho Pedro, de 10 anos, autista nível 1 de suporte em entrevista ao JTV. Integrante do grupo Conexão Atípica Valinhos, Andreza é mãe de quatro filhos, incluindo uma enteada que considera filha. Ela afirmou que a maternidade alterou sua forma de enxergar a vida e destacou aprendizados trazidos pela convivência com o filho.
Andreza também relatou que a filha Isabele recebeu diagnóstico de TDAH já na fase adulta. Segundo ela, os diagnósticos contribuíram para novas experiências dentro da família.
Em Divinópolis, Cleide Santos, de 44 anos, relatou a trajetória com o filho Henrique, de 9 anos, em entrevista ao G1. Após enfrentar endometriose e cirurgias no útero, ela afirmou que o nascimento do filho representou a realização do desejo de maternidade. Nos primeiros anos de vida da criança, passou a buscar avaliações até receber o diagnóstico de autismo.
Cleide disse que reorganizou a rotina familiar para acompanhar terapias e adaptações escolares. Ela também comentou a percepção sobre os diferentes níveis de suporte do autismo. “Ele é nível 1, mas o que dói é quando as pessoas dizem: ‘Ah, ele só tem o nível 1’”, afirmou.
Fernanda Camargo, de 33 anos, também compartilhou experiências relacionadas à maternidade atípica. Mãe de Laura, de 5 anos, ela relatou que a filha nasceu com síndrome de Down. Segundo Fernanda, a rotina envolve acompanhamento terapêutico, trabalho hospitalar e apoio familiar. Ela destacou a participação da filha mais velha, Manuela, de 10 anos, nos cuidados e atividades com a irmã.
Para Fernanda, o Dia das Mães representa um momento de reflexão sobre os desafios diários da maternidade. Ela também deixou uma mensagem para famílias que receberam diagnóstico recente. “Com o tempo, você verá que o seu filho continua sendo, acima de tudo, um filho”, afirmou.
Em São Bernardo, para o Repórter Diário, Claudia Costa Rios relatou experiências relacionadas aos diagnósticos dos filhos Lara, de 8 anos, e Samuel, de 4, ambos autistas. Segundo ela, o diagnóstico da filha provocou mudanças nas expectativas construídas durante a gravidez. Claudia afirmou que levou cerca de dois anos para lidar emocionalmente com a situação. No caso do filho mais novo, relatou que identificou sinais precocemente por já ter estudado sobre o tema após a experiência anterior.
Canal Autismo





