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O Carnaval em diferentes capitais costuma reunir som alto, grande circulação de pessoas e estímulos visuais intensos, o que pode dificultar a participação de autistas devido à possibilidade de sobrecarga sensorial. A psicóloga Frínea Andrade, especialista em autismo, afirma que pessoas neurodivergentes também devem ter acesso às tradições culturais e que a presença em eventos desse tipo pode contribuir para socialização, vínculos e participação comunitária.
“Incluir pessoas com autismo no Carnaval não significa expô-las a situações de sofrimento, mas oferecer condições para que participem com conforto e segurança. Com informação, planejamento e respeito às diferenças, a festa pode ser vivida de forma mais acessível e acolhedora para todos”, disse ela em entrevista ao Jornal do Commercio.
Entre as orientações apresentadas estão medidas para reduzir estímulos e aumentar a previsibilidade da experiência, como a oferta de espaços mais silenciosos para pausas, uso de comunicação visual e preparação prévia com vídeos, histórias sociais e marcação das datas no calendário. A especialista também recomenda aproximação gradual com os elementos da festa e, quando possível, chegar mais cedo aos locais para facilitar a adaptação.
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