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Quando soube que a Mattel lançou uma nova Barbie Autista, confesso que meu coração bateu mais forte. Para ser sincera, eu amei a iniciativa! Mas sei que, no nosso mundo da neurodivergência, o debate sobre representatividade é sempre delicado. Afinal, como representar uma condição tão plural e heterogênea quanto o autismo em uma única boneca?
O que a nova Barbie Autista traz de diferente?
Eu entendo que ela não vai conseguir abraçar todas as vivências — como a camuflagem social (masking), que é algo menos tangível. No entanto, os detalhes escolhidos me surpreenderam positivamente. Esta Barbie vem com:
- Equipamentos de Comunicação Alternativa (CAA): Um símbolo fundamental para muitos autistas não-oralizados.
- Olhar Deslocado: Uma característica física que representa a forma como muitos de nós interagimos com o mundo.
- Roupas com Texturas Especiais: Pensadas especificamente para quem lida com a sensibilidade sensorial no dia a dia.
Representação vs. Estereótipo
Ouvi algumas críticas dizendo que a boneca poderia ser “estereotipada”. Mas vamos ser sinceros? Existem muitas pessoas autistas que possuem exatamente essas características. Ver essas vivências validadas em um brinquedo de alcance global é emocionante.
Muitas vezes, nós, autistas, crescemos nos sentindo “estranhos” ou “diferentes” por causa desses mesmos traços que agora estão na boneca. Ver esses elementos em uma figura poderosa, que simboliza a força e a potência feminina, é um passo gigante para a nossa autoaceitação.
Conclusão
A Barbie Autista pode não ser o espelho de todo o espectro, mas ela é o espelho de muitos que antes eram invisíveis. Para mim, ver essa potência representada é maravilhoso e necessário.
O que você achou dessa novidade? Acha que a Mattel acertou no tom?
Sophia Mendonça





