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O renomado jogador de futebol Lionel Messi, conhecido mundialmente por sua habilidade excepcional nos gramados, trouxe à tona aspectos de sua vida pessoal que costumam permanecer fora dos holofotes. Segundo o site do Globo Esporte, o atleta argentino fez declarações recentes sobre seu estilo de vida mais recluso e as dificuldades que, por vezes, enfrenta na comunicação interpessoal, chegando a se autodefinir como “estranho”, em uma rara entrevista, concedida ao canal de streaming argentino Luzu TV.
Apesar de muitas das características pessoais citadas por Messi serem comuns a muitos autistas, a entrevista não tocou nesse tema controverso. Vale relembrar que surgiu em 2013, no Brasil, um rumor dizendo que Messi seria autista, porém, tanto o jogador, quanto sua família e também o médico de Messi negaram esse diagnóstico com todas as letras — essa história completa foi contada na reportagem “Messi não é autista“, que foi capa da edição número 14, da Revista Autismo (vale ler).
Percepção pessoal
As revelações de Messi oferecem uma perspectiva sobre a complexidade da experiência humana, mesmo para indivíduos que alcançam o ápice em suas respectivas áreas. O jogador descreve uma preferência por ambientes mais reservados, distantes da agitação constante que sua fama impõe. Essa inclinação por um cotidiano mais privado pode ser interpretada como uma busca por introspecção e por um espaço onde a pressão social e as expectativas externas são minimizadas.
A dificuldade em se comunicar, mencionada pelo craque, pode ressoar com muitos que experimentam modos de interação social que diferem das expectativas consideradas “padrão”. A autodescrição como “estranho” reflete uma percepção interna que pode emergir de vivências em contextos sociais onde a neurodiversidade, ou seja, a variação natural nas mentes humanas, ainda não é plenamente compreendida ou valorizada. Tais declarações contribuem para um diálogo mais amplo sobre como diferentes indivíduos se relacionam com o mundo e expressam sua individualidade.
Impacto e reflexão
As palavras de Messi podem incentivar uma reavaliação de como a sociedade percebe e interage com personalidades que, embora brilhantes em suas profissões, apresentam características sociais ou comunicativas que podem ser consideradas atípicas. Elas reforçam a importância de uma abordagem empática e da aceitação das diversas formas de ser e estar no mundo, promovendo um ambiente mais inclusivo onde a singularidade de cada pessoa é respeitada.
Em um cenário onde figuras públicas são frequentemente idealizadas, a transparência de Messi ao compartilhar vulnerabilidades oferece uma humanização de sua imagem, convidando a um olhar mais atento e menos estereotipado sobre a vida de atletas de alto nível. Para mais detalhes e a reportagem completa, as informações estão disponíveis no site do Globo Esporte, que pode ser acessado neste link. Assista, a seguir, ao vídeo da entrevista original para o site argentino.
Vídeo da entrevista
Francisco Paiva Jr.





