23 de dezembro de 2025

Tempo de Leitura: 2 minutos

Lançado no fim de novembro, durante o 20º Congresso Brasileiro de Neurologia Infantil, em São Paulo, o Guia Prático – Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi concebido como uma ferramenta de apoio à prática clínica de médicos que atuam com crianças e adolescentes. Em entrevista concedida com exclusividade à Revista Autismo e ao CanalAutismo.com.br, Erick Matheus Francischelli Machado, diretor da Unidade de Negócio da Biosintética Prescrição, marca do portfólio do Aché Laboratórios Farmacêuticos, detalhou os objetivos e o impacto esperado do material, que conta com chancela da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI).

Segundo Machado, o principal foco do guia é contribuir para que o diagnóstico do TEA ocorra de forma mais precoce, algo considerado essencial diante da ausência de um marcador biológico para a condição. “O objetivo do guia TEA é ampliar o acesso às informações disponíveis aos médicos para que o diagnóstico ocorra de forma precoce, que é o recomendável”, afirmou. Ele ressalta que o material foi pensado para alcançar diferentes especialidades médicas, com destaque para a pediatria, área que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida.

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Erick Matheus Francischelli Machado, diretor da Unidade de Negócio da Biosintética Prescrição

Erick Matheus Francischelli Machado, diretor da Unidade de Negócio da Biosintética Prescrição.

Rastreamento de sinais atípicos

De acordo com o diretor, o guia busca sistematizar o rastreamento de sinais atípicos do neurodesenvolvimento e oferecer uma visão estruturada sobre epidemiologia, etiologia, quadro clínico, diagnóstico, comorbidades e abordagens terapêuticas, farmacológicas e não farmacológicas. “Na ausência de um marcador biológico, o diagnóstico exige elevado nível de experiência clínica. O manual favorece a detecção mais rápida e o acesso a terapias baseadas em evidências”, pontuou.

Machado também destacou o potencial do material para reduzir desigualdades no acesso à informação médica qualificada, especialmente em regiões com menor concentração de especialistas. Segundo ele, a elaboração do guia por uma equipe multidisciplinar assegura uma abordagem clínica abrangente e alinhada às necessidades da prática médica no país.

“O primeiro Guia TEA representa um avanço fundamental para a prática clínica no Brasil”, avaliou. Para o diretor, a disseminação de conteúdo científico de forma estruturada pode contribuir para uniformizar o cuidado oferecido a crianças e adolescentes com autismo, independentemente da região onde vivem, ao apoiar decisões clínicas mais seguras e embasadas.

Ações de apoio ao médico

Questionado sobre o contexto mais amplo da iniciativa, Machado afirmou que o lançamento do guia integra um conjunto de ações voltadas ao apoio médico e à jornada do paciente. “Estamos trabalhando em diferentes frentes porque o nosso compromisso vai além da venda de medicamentos, envolvendo o cuidado integral com médicos, famílias e pacientes”, disse.

Vale lembrar que esse guia é destinado exclusivamente a médicos e profissionais de saúde e não está disponível para acesso público. O material foi apresentado no ambiente científico do congresso e integra iniciativas voltadas à qualificação do diagnóstico e do cuidado clínico no autismo no Brasil.

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Editor-chefe da Revista Autismo, jornalista, empreendedor.

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