Tempo de Leitura: < 1 minuto
Um novo estudo revelou que ao menos 547 mil indivíduos no Brasil vivem com esquizofrenia. De acordo com o jornal O Globo, a pesquisa inédita, realizada por cientistas da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) e publicada no Brazilian Journal of Psychiatry (BJP), fornece dados atualizados sobre a prevalência dessa condição, reforçando a necessidade de atenção contínua às políticas de saúde mental no país.
Publicada em 09.dez.2025, a investigação destaca a magnitude do desafio para a saúde pública brasileira, com um número significativo de pessoas afetadas por um transtorno complexo que impacta profundamente a vida dos indivíduos e suas famílias. O levantamento utilizou dados de mais de 91 mil adultos de todas as regiões do Brasil, coletados na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, sendo a maior amostra nacional já utilizada para estimar a prevalência da esquizofrenia no país.
Desafios e Implicações
Os resultados do estudo também analisaram fatores como escolaridade, emprego, renda e moradia. Eles mostram que a maior prevalência do transtorno ocorre entre homens, pessoas de 40 a 59 anos, indivíduos sem emprego formal, com baixa renda e residentes em áreas urbanas. Apenas 17,8% dos brasileiros diagnosticados com esquizofrenia relataram ter emprego remunerado, e mais da metade apresenta baixa escolaridade, evidenciando um cenário de alta vulnerabilidade social.
Os autores do artigo destacam que a esquizofrenia “não é apenas uma questão de saúde mental”, mas também uma “questão social”, e ressaltam a importância de políticas públicas que considerem as condições de vida dessas pessoas para o desenvolvimento de programas eficazes de cuidado e inclusão. As informações completas da reportagem de Bernardo Yoneshigue estão disponíveis no jornal O Globo, que pode ser acessado neste link.
Artigo completo disponível em: https://www.bjp.org.br/Content/pdf/bjp-2025-oa-4437-preproof.pdf.
Francisco Paiva Jr.





