Posts

Meme Sincero: ‘Ah, mas você fala: como que pode ser autista?’

Tempo de Leitura: < 1 minutoDéficit de comunicação nem sempre quer dizer que a pessoa não fale.

Quando se trata das características do autismo, em especial as que são critérios de diagnóstico, a dificuldade de comunicação está sempre presente — e aqui estão inseridas a comunicação verbal e não verbal.

Além disso, este aspecto está intimamente ligado aos outros pontos que servem de critério para diagnosticar o TEA, que são os interesses específicos e comportamentos repetitivos; além da dificuldade de interação social.

Pois pensem comigo: uma pessoa que, como é comum no autista, só fala de seus interesses específicos e tem dificuldade de se inserir em outros temas, logo terá dificuldade de comunicar, pois pode fugir facilmente do contexto num meio de socialização, como no exemplo da imagem onde o assunto de hiperfoco do menino, no caso hipopótamo, claramente não serviria para um flerte.

Logo, o interesse específico que ocasionou a dificuldade de comunicação social, culminou numa imensa dificuldade de interação social.

E assim é o TEA explicado em um meme.

Desenvolvimento do app Tismoo.me está a todo vapor

Startup Tismoo.me é destaque no portal Tecmundo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Tecmundo, um dos maiores portais de tecnologia do país, destacou a startup Tismoo.me nesta quinta (20), com o título: “Startup anuncia a 1ª rede social do mundo dedicada ao autismo” — falando sobre a inovação deste projeto dentro do ecossistema que envolve o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Na reportagem, o autor Reinaldo Zaruvni, destaca “a ambiciosa meta de tornar os desafios de se conseguir diagnósticos, cuidados e tratamentos um processo cada vez mais rápido, eficiente e, principalmente, menos dolorido”, por meio da organização e estruturação de dados, usando a tecnologia para trazer benefícios à pessoa com autismo e outras síndromes relacionadas e seus familiares.

Acessibilidade para autistas

Outro ponto em destaque foi sobre a acessibilidade e inovação: “Dentre as características da Tismoo.me estão recursos de acessibilidade pensados para as pessoas com autismo, que permitem, por exemplo, desligar a exibição de emojis e ligar a visualização da descrição ao lado de cada ilustração, evitando que o público ao qual são direcionados se sinta hiperestimulado visualmente ou não entenda os significados”.

A reportagem completa está no site do Tecmundo (https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/217668-startup-anuncia-1-rede-social-mundo-dedicada-autismo.htm).

Convite para a Tismoo.me

Quem ainda não está na Tismoo.me, pode criar sua conta acessando, diretamente do seu celular, o convite exclusivo do Canal Autismo, neste link: https://app.tismoo.me/1PFN15JnU2VPLWac8.

Tismoo.me é rede social voltada ao autismo

Texto original do Portal da Tismoo.

Família que criou app para autistas, recebe capacitação do programa HealthTech Barretos

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma iniciativa do Sebrae-SP e Hospital de Amor, por meio do Hub Harena Inovação, o programa HealthTech Barretos selecionou o Matraquinha, aplicativo de comunicação alternativa para participar do processo de aceleração, todo o programa será online e terá duração de 12 semanas. Ao todo, participam 14 startups do setor de saúde.

As startups inscritas passaram por uma análise inicial da equipe do Sebrae para avaliar a aderência aos critérios do programa: grau de inovação, modelo de negócio e potencial de escala. As startups qualificadas foram convidadas para apresentar o pitch (apresentação rápida de uma ideia ou oportunidade de negócio) para uma banca formada por dois profissionais do Sebrae, um médico do Hospital de Amor e um representante da comunidade de startups de Barretos, o Bruto Valley.

“A aprovação neste programa é mais um indicador que estamos no caminho certo e será de extrema importância para a evolução do Matraquinha”, ressalta Wagner Yamuto, co-fundador da empresa.

Aplicativo

Matraquinha é um app de comunicação alternativa para ajudar crianças e adolescentes com autismo a transmitirem seus desejos, emoções e necessidades através de dispositivos móveis (smartphones e tablets).

A comunicação da criança é feita através de figuras e que, ao serem clicadas, fazem com que uma voz reproduza o que a criança deseja transmitir.

Mais informação sobre o programa estão no site contato.sebraesp.com.br/healthtech/. E, sobre o Matraquinhahttps://www.matraquinha.com.br.

Família que criou app para autistas, recebe capacitação do programa Healthtech Barretos - Canal Autismo / Revista Autismo

Telas do aplicativo Matraquinha.

 

‘SARALmoço’ promete mostrar o quanto o TEA tempera a arte

Tempo de Leitura: < 1 minuto

O congresso da Associação Caminho Azul acontece no próximo mês (junho) e uma das maiores atrações do Espaço Cultural do evento será a mostra cultural “SARALmoço — O tempero do TEA na arte, o encontro entre o cênico e o autismo”, com a curadoria do EyeContact, coordenado por Grazi Gadia. O tema será “Do lockdown ao Open-up — Do isolamento social a uma conexão maior pela arte”.

Com idade mínima de cinco anos de idade, autistas poderão participar em quatro categorias: literatura, música, artes plásticas e performance artística. As inscrições podem ser feitas até dia 25.mai.2021.

Para saber mais informações a respeito, escaneie o QR-code ao final do vídeo (ou clique aqui). O regulamento do SARALmoço está neste link.

Vídeo

Academia do Autismo distribuirá 30 mil gibis de dicas do André

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Academia do Autismo recebeu nesta segunda-feira (17), mais de 30 mil exemplares da revistinha do André, com Dicas de Atividades do Centro Neuro Days, voltado à crianças, em especial as autistas, que podem ser realizadas até mesmo em casa. Este é um fruto da grande parceria entre a Academia do Autismo, a Revista Autismo/Canal Autismo e o Instituto Mauricio de Sousa.

Academia do Autismo distribuirá 30 mil gibis de dicas do André - Canal Autismo / Revista Autismo

Caixa com remessas do novo gibi do André com dicas de atividades para crianças, especialmente autistas.

A equipe da Academia do Autismo já está preparando toda a distribuição, que será realizada de forma ampla, especificamente à instituições que trabalham com pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Você possui ou trabalha em uma instituição que se enquadra nesse critério? Envie um e-mail para: [email protected] e solicite o formulário para receber a revistinha impressa em primeira mão.

Ah, e se você deseja baixar a versão digital, tenha acesso ao gibi em PDF no link: academiadoautismo.com.br/materiais/revista-andre/.

Vídeo de unboxing

Confira no vídeo abaixo, o unboxing preparado pela Academia do Autismo, na entrega dos 30 mil exemplares da revistinha do André e o depoimento do diretor Fábio Coelho:

Mãe Musical encerrou abril com canção “Nossa Voz”, em homenagem à comunidade autista

Tempo de Leitura: 2 minutos

Com videoclipe emocionante, o projeto contou com apoio de diversas instituições, além da Revista Autismo

“O calendário no decorrer do ano ganha cores e datas para dar visibilidade a causas, despertando uma sociedade mais compreensiva e acolhedora.”  O mês de abril é marcado com a cor azul, para chamar a atenção à Conscientização do Autismo. Para dar voz a esse tema, a Mãe Musical, Elisa Gatti, realizou ações ao longo do mês, trazendo  apoios do Instituto Maurício de Sousa, Revista Autismo, e Associação Amigos do Autista (AMA) e dos aplicativos Jade Autism e Rede Azul.

E agora para fechar com chave de ouro, a cantora e compositora junto com 13 autistas incríveis lançou, no fim de abril (dia 30), a canção intituladaNossa Voz. 

Assista ao vídeo

 

“Nossa Voz” fala sobre a importância de dar espaço a essas pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) e mostrando que eles não têm cara, e sim muito a ensinar sobre o mundo deles e que escutam e dizem muito mais do que imaginamos. 

“Me emocionei muito com o resultado final. Nessa canção entrei apenas para ser ouvinte e como compositora coloquei tudo que ouvi e aprendi desse universo, com quem realmente entende. Meu papel dentro do Mãe Musical é dar espaço para que projetos e pessoas possam ser vistas. Por isso escolhi fazer isso no mês de abril, com a comunidade do autismo que me encantou tanto”, conta Elisa Gatti. 

Acompanhado de um videoclipe super emocionante, Elisa, além de contar com o total apoio de quem faz esse mês ser especial, traz no vídeo a participação de 13 autistas que soltaram a voz, são eles: Giovani de Sá Milhar, Artur Siqueira Mousquer,  Joaquim Hennemann Solana, João Pedro Ribeiro Barboni, Árthur Oliveira Nogueira, Fernando Pavone Cinelli, Rafael Cariatti, Fabiola Cariatti, Germano Brissac, Julia Magalhães Albrigo Guimarães, Bruno Caruso Caldatto, Israel Rodrigues Parreira e Fernando Pavone Cinelli. Esses são apenas alguns rostos que representam toda a grande comunidade do autismo, que merece espaço. 

Acompanhe a artista no Instagram: @MaeMusical.

Pós-graduação em Transtorno do Espectro do Autismo

Tempo de Leitura: 3 minutos

Em parceria com a FAEESP, Academia do Autismo lança curso em plataforma de educação continuada

Esta semana, a Academia do Autismo anunciou em suas redes sociais uma chamada que classificaram como “o maior anúncio de todos os tempos”, e o público pode descobrir do que se tratava: o lançamento de um curso de pós-graduação em Transtorno do Espectro do Autismo em parceria com a FAEESP.

Com início das aulas programado para o próximo dia 24 de maio, o curso é destinado a profissionais já graduados nas áreas de saúde, educação ou outras áreas relacionadas. As aulas serão liberadas sempre às segundas-feiras, dentro do CIA Autismo, a maior plataforma de educação continuada no transtorno do Brasil, criada pela Academia do Autismo em 2019.

O propósito da especialização é apresentar as características e a heterogeneidade de pessoas que estão no TEA, partindo do diagnóstico até suas demandas de intervenção nos contextos terapêuticos, familiar e educacional. Por meio desse aprendizado, as instituições esperam contribuir com a formação e especialização de profissionais interessados, para que esses possam avaliar suas práticas clínicas e educacionais e aprimorá-las.

Professores e disciplinas

Ao todo, é um ano de especialização, com 10 disciplinas que vão desde contextualização e critérios para o diagnóstico de autismo, até educação inclusiva e ensino estruturado. Para conseguir o certificado do curso, emitido pela FAEESP e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), os alunos precisam escrever um artigo e obter nota 7 ou superior. Para isso, eles também vão contar com uma disciplina voltada para a metodologia científica.

Entre o corpo docente da especialização estão nomes já conhecidos como Fábio Coelho,  psicólogo especialista em autismo, pai de duas crianças no espectro e fundador da Academia do Autismo, além de outros como:

  • Carolina Quedas: possui Graduação em Educação Física e Fisioterapia. Doutora e mestre em Distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie. Pós graduação física adaptada para populações especiais e Psicomotricidade. Graduação em Fisioterapia e Educação Física. Gestora do projeto TEA em movimento em Osasco. Coordenadora e Docente do curso de Graduação em Educação Física em SP. Docente de Pós graduação em diversas Universidades. Professora da rede estadual há 14 anos,
  • Djalma Freitas: Mestre em Psicologia pelo departamento de Psicologia Experimental da USP, Doutor em Psicologia pelo departamento de Psicologia Experimental. Diretor técnico do Centro Terapêutico-Educacional Potencializar (CETEP) em Jundiaí (SP), coordenador nível pós-graduação lato sensu em Neuropsicologia Aplicada ao Transtorno do Espectro do Autismo no Child Behavior Institute (CBI of Miami). Atua, clinicamente, com avaliação psicológica e neuropsicológica de distúrbios do neurodesenvolvimento, assim como, atua com intervenção baseada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ao Transtorno do Espectro do Autismo,
  • Laura Mansur: médica formada pela Faculdade de Medicina de Campos. Pediatra formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)/ Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), Especialista em Desenvolvimento e Comportamento Infantil; Pediatra concursada das prefeituras de Campos dos Goytacazes (RJ) e Macaé-RJ,
  • Odila Mansur: possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Campos, Especialista em Educação Médica, Mestre em Cognição e Linguagem pela Universidade Estadual do NorteFluminense Darcy Ribeiro, Doutora em Educação, linha de Educação Inclusiva, na UERJ. Especialista em Psicopedagogia Clínica E Institucional. Pedagoga e Professora assistente da Cadeira de Pediatria da Faculdade de Medicina de Campos, coordenadora de Extensão da Faculdade de Medicina de Campos, pedagoga do Instituto Federal Fluminense Campos (RJ), coordenadora do Ambulatório Interdisciplinar de Atenção à Criança, no Hospital dos Plantadores.
  • Valéria Santos: Membro da ISAAC-Brasil, International Society for Augmentative and Alternative Communication. Fonoaudióloga pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS); Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista TEA pela Child Behavior Institute of Miami (CBI of Miami); pós graduanda em Neurociências – pela UFMG. Qualificação profissional em Uso terapêutico de Tecnologias Assistivas: direitos das pessoas com deficiência e ampliação da comunicação, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
  • Fernanda Carneiro: Possui graduação em Terapia Ocupacional pela Universidade Castelo Branco (2005) e pós graduação em Medicina Tradicional Chinesa pela Escola Zang Fu de Acupuntura Clássica (2009). Tem experiência em reabilitação física e saúde mental em neonatologia e pediatria em clínicas e hospital geral. Docente do Curso de Terapia Ocupacional do Instituto Federal de educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ), onde leciona as disciplinas de Integração Sensorial, Corporeidade em Terapia Ocupacional, Tecnologia Assistiva e Terapia Ocupacional Hospitalar. Formada no Tratamento Neuroevolutivo Conceito Bobath Infantil e possui Certificação Internacional em Integração Sensorial pela University South of Califórnia (USC) e a Western Psychological Services (WPS). Atualmente Coordenadora da Clínica Escola do IFRJ- Campus Realengo,
  • Maria Elisa Fonseca: psicóloga graduada pela PUCCAMP, possui mestrado em Educação Especial (Educação do Indivíduo Especial) pela Universidade Federal de São Carlos e formação pela Universidade da Carolina do Norte (USA) na área do autismo. Atua como coordenadora do CEDAP da APAE de Pirassununga-SP e consultoria na área da Educação Especial e autismo.TEACCH® Advanced Consultant pela University of North Carolina/USA, Diretora do 4 TEA Educacional. Possui ampla experiência com docência e formação EAD e Consultora em Autismo,
  • Sérgio Rabello: professor da disciplina de metodologia científica.

Mais informações: [email protected]

Ministério da Saúde realiza live para discutir políticas públicas e iniciativas para o autismo

Tempo de Leitura: 5 minutos

Durante o evento serão apresentadas ações com foco na saúde integral e novas medidas no SUS para qualificar o cuidado de pessoas com autismo

Para promover o conhecimento sobre autismo e discutir iniciativas direcionadas para esse público, o Ministério da Saúde (MS) realiza nesta sexta-feira, 30 de abril, um evento on-line com a participação de especialistas na área e autoridades públicas em saúde.

O evento contará ainda com a participação gravada do ministro da Saúde Marcelo Queiroga e dos secretários Rafael Câmara, da Atenção Primária, e Sérgio Okane, da Atenção Especializada à Saúde. Eles vão iniciar os diálogos acerca dos resultados e perspectivas do trabalho realizado pelo MS na qualificação do cuidado às crianças com Transtorno do Espectro Autista no Sistema Único de Saúde (SUS).

As informações a seguir são oficiais do governo e estão publicadas no site do Ministério da Saúde.

Segundo o MS:

Estamos trabalhando para que toda criança com suspeita de autismo no País possa ter acesso a um cuidado de qualidade em todos os níveis de atenção à saúde do SUS. Queremos garantir um tratamento humanizado e respeitoso com todas essas crianças, ampliando suas possibilidades de desenvolvimento e oferecendo apoio para as famílias que vivem essa realidade”, afirmou o ministro Queiroga.

Queremos garantir um tratamento humanizado e respeitoso com todas essas crianças, ampliando suas possibilidades de desenvolvimento e oferecendo apoio para as famílias que vivem essa realidade” – Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Dois importantes instrumentos de apoio para orientar as equipes de saúde na condução do cuidado adequado às crianças com desenvolvimento atípico no SUS serão lançados: a Linha de Cuidados do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na criança; e a revisão da Caderneta da Criança, que passará a contar com um instrumento de avaliação do desenvolvimento infantil aplicado pelo profissional de saúde, em conjunto com os cuidadores, para o rastreio e identificação precoce do TEA.

Os materiais têm o objetivo de orientar a rede e ampliar a detecção precoce e oportuna de sinais sugestivos de desenvolvimento atípico das crianças e jovens entre 16 e 30 meses, com entrevista de seguimento (M-CHAT-R/F), o que possibilitará intervenção por estratégias compartilhadas com a família, como a Estimulação Precoce (estímulos ao desenvolvimento da criança mediados por atividades lúdicas), mesmo antes que o diagnóstico seja fechado na atenção especializada.

Além dos instrumentos, também serão lançados dois cursos, na modalidade à distância, para capacitar os profissionais que compõem a Rede de Atenção às Urgências (UPA e SAMU) e profissionais envolvidos no tratamento e reabilitação da pessoa com deficiência. O primeiro, busca oferecer às pessoas com TEA um atendimento efetivo, por meio de estratégias e condutas baseadas em evidências. Já o segundo, aborda técnicas de atenção à reabilitação da pessoa com TEA no SUS.

O evento ainda contará com a exibição de depoimentos gravados pelo artista Marcos Mion, que falará da experiência de ser pai de um menino com TEA; bem como da primeira-dama Michelle Bolsonaro e da ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, que abordarão a importância da temática na agenda nacional e do apoio às família com crianças autistas no Brasil.

Durante a atividade on-line, especialistas discutirão temas relevantes, como: Protagonismo e Ativismo da Pessoa Autista; Mitos e Verdades sobre o Autismo; Autismo e os Desafios na Saúde Pública; Experiência de Assistência ao TEA Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi); Experiência da Implementação da Linha de Cuidado para a Criança com TEA e Treinamento Parental em Curitiba/PR; Programa de Treinamento de Pais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Relatório Global da Saúde de Famílias com Crianças com Atrasos no Desenvolvimento (OMS e Unicef).

Programação do evento

Abertura Oficial: das 14h às 14h15

Vídeo-depoimentos: das 14h15 – 14h20
Secretaria de Atenção Especializada do MS: das 14h20 às 14h40
Secretaria de Atenção Primária do MS: das 14h40 às 14h55

Palestras

Tema: Protagonismo e Ativismo da Pessoa Autista
Palestrante: Willian Chimura
Horário: das 14h55 às 15h05

Tema: Mitos e Verdades sobre o Autismo
Palestrante: Dr. Carlos Gadia
Horário: das 15h05 às 15h35

Tema: Autismo e os Desafios na Saúde Pública
Palestrante: Dr. Ami Klin
Horário: das 15h35 às 16h10

Tema: Experiência de Assistência ao TEA Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi)
Palestrante: Dr. Wiliam Luiz Aoqui
Horário: das 16h10 às 16h25

Tema: Experiência da Implementação da Linha de Cuidado para a Criança com TEA e Treinamento Parental em Curitiba/PR
Palestrante: Dr. Eduardo Cassanho
Horário: das 16h25 às 16h45

Tema: Programa de Treinamento de Pais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Relatório Global da Saúde de Famílias com Crianças com Atrasos no Desenvolvimento (OMS e Unicef)
Palestrante: Elyse Matos
Horário: das 16h45 às 17h05

Encerramento: das 17h05 às 17h10

Transtorno do Espectro do Autismo

O TEA engloba um grupo de afecções do neurodesenvolvimento, cujas características envolvem alterações qualitativas e quantitativas da comunicação, seja linguagem verbal e/ou não verbal, da interação social e do comportamento caracteristicamente estereotipados, repetitivos e com gama restrita de interesses. No espectro, o grau de gravidade varia de pessoas que apresentam um quadro leve, e com total independência e discretas dificuldades de adaptação, até aquelas pessoas que serão dependentes para as atividades de vida diárias (AVDs), ao longo de toda a vida.

Para chamar a atenção da sociedade para o tema e contribuir com a redução do preconceito existente contra as pessoas que desenvolvem o transtorno, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 2 de abril para celebrar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.

Como é realizado o cuidado às pessoas com TEA no SUS?

Atenção Primária

O diagnóstico do TEA se faz costumeiramente na infância e, por isso, a Atenção Primária à Saúde (APS) ocupa um lugar importante no cuidado a essas pessoas, já que é nesse nível de atenção em que ocorre o acompanhamento do desenvolvimento infantil. Por ser essencialmente clínico, o diagnóstico é realizado a partir das observações da criança, entrevistas com os pais e aplicação de instrumentos de vigilância do desenvolvimento infantil, durante as consultas de avaliação do crescimento e desenvolvimento da criança realizadas em qualquer unidade da APS.

Uma das ferramentas que podem ser consultadas tanto pelos profissionais quanto pela família é a Caderneta da Criança, que traz orientações quanto aos marcos do desenvolvimento esperados para cada idade. Brevemente, em sua nova edição, a Caderneta contará com um instrumento de rastreio para TEA a ser aplicado a partir dos 16 meses: a escala M-CHAT R/F. Por meio dessa escala, que se configura em um pequeno questionário aplicado junto aos cuidadores da criança, busca-se identificar sinais sugestivos de risco para TEA, como o baixo interesse por outras pessoas ou o chamado hiperfoco para objetos.

A antecipação da suspeita diagnóstica permite que a APS inicie prontamente a estimulação precoce, estratégia para estimular o desenvolvimento da criança em parceria com a família, e encaminhe a criança oportunamente para fechamento de diagnóstico na Atenção Especializada.

Atenção Especializada

No componente da Atenção Especializada da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no SUS as pessoas com TEA podem contar com os seguintes pontos de atenção:

– 1080 Estabelecimentos de saúde habilitados em apenas uma modalidade de reabilitação que são unidades ambulatoriais especializadas (Classificação: Reabilitação Intelectual).

– Destes, 231 são Centros Especializados em Reabilitação (CER), que são pontos de atenção ambulatorial especializada em reabilitação que realizam diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território.

Para o cuidado de crianças e adolescentes com sintomas graves do TEA e comorbidades psiquiátricas, está indicado o seguimento e tratamento em regime intensivo nos serviços especializados da RAPS que são os Centros de Psicossocial infantil (CAPS iJ). O trabalho em rede pressupõe integração com outros equipamentos, como CER, entidades do terceiro setor e escola, tudo sendo articulado em um plano terapêutico individual.

– 2.749 Centros de Atenção Psicossocial – CAPS (em diferente modalidades), sendo 274 serviços de CAPS iJ;

– 59 Equipe Multiprofissional de Atenção Especializada em Saúde Mental;

– 1.802 leitos de saúde mental em hospital geral cadastrados.

Em 2020, segundo o Ministério da Saúde, foram investidos R$ 42.639.075,00 para o custeio anual de 105 CAPS, totalizando R$1.234.308.138,00 de recursos anual investidos para essa modalidade de serviço. Em 2021, a previsão é de habilitar 84 novos CAPS com o investimento de R$ 38.330.364,00.

Participação da Família

Familiares e responsáveis cumprem papel fundamental no cuidado e tratamento das pessoas com TEA. Por isso é indispensável que seja construída uma relação de confiança entre profissionais da APS e as famílias, com acolhimento das angústias, orientações e respeito à cultura e à organização familiar, para, assim, impactar positivamente no desenvolvimento global da criança.

Nesse sentido, as equipes de saúde devem valorizar o olhar da família sobre o desenvolvimento da criança, uma vez que ela permanece a maior parte do seu tempo em contato com seus cuidadores, que poderão estar mais aptos a identificar precocemente alterações no curso do desenvolvimento e replicar as técnicas comportamentais ofertadas pelos profissionais de saúde, reforçando a terapia realizada nos serviços de saúde.

 

Originalmente publicado no site do Ministério da Saúde.

Genética da Apraxia da Fala — Canal Autismo + Revista Autismo

Genética da Apraxia da Fala

Tempo de Leitura: 3 minutosAntes de tratarmos propriamente do tema genética da apraxia da fala é muito importante entendemos exatamente o significado de cada termo, pois fala e comunicação são conceitos distintos, mas que se complementam.

Fala corresponde aos sons de uma determinada língua produzidos pelos nossos órgãos fonoarticulatórios. Já a comunicação é algo muito mais amplo, pois representa a capacidade de dois ou mais interlocutores trocarem informações utilizando o mesmo sistema simbólico. Portanto, de duas pessoas estão conversando elas estão se comunicando e para isso se utilizam do sistema simbólico da fala. Mas, se uma pessoa envia uma carta para outra, elas também estão se comunicando, mas utilizando outro sistema simbólico: a escrita. Outro exemplo, se um grupo de pessoas surdas interagem entre si elas estão se comunicando e para tanto estão utilizando a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como sistema simbólico comum. Então, ficou claro que a fala é somente uma pequena parte de todo nosso arsenal de comunicação!

A fala, provavelmente, é a função cognitiva mais complexa que o cérebro humano pode apresentar. E, é exatamente por isso, que pequenas alterações estruturais ou funcionais do nosso cérebro podem gerar um grande comprometimento da fala.

Falar é um comportamento que, para ser funcional, deve fazer parte de um processo de intenção comunicativa. A última fase da produção da fala é um fenômeno motor. Quer dizer, no final das contas o cérebro precisa planejar e controlar os movimentos dos órgãos fonoarticulatórios para que a fala seja produzida corretamente.

A apraxia da fala é um distúrbio motor, de origem neurológica, decorrente da dificuldade ou mesmo da incapacidade do cérebro em planejar e programar a exata sequência de todos os movimentos necessários para a produção correta da fala. Em uma situação fisiológica, o cérebro precisa coordenar os articuladores da fala, incluindo os lábios, o palato, a língua, os músculos respiratórios, a mandíbula entre outras estruturas. Na apraxia da fala, o cérebro não exerce esse controle da forma adequada o que leva a um distúrbio na produção da fala.

Mas, por que exatamente é importante conhecermos tão bem a apraxia da fala se nosso assunto geralmente é o transtorno do espectro autista? Porque muitas crianças autistas apresentam de forma comórbida a apraxia da fala e as intervenções para as duas condições (autismo e apraxia) são totalmente diferentes.

Bom, mas aí surge outra pergunta. Se o autismo e a apraxia da fala são condições neurológicas distintas, por que muitas crianças apresentam ambos os transtornos?

E a resposta a essa pergunta começou a ser elucidada nos últimos anos através de estudos genéticos. Assim como uma pessoa pode apresentar de forma comórbida mais de um transtorno neuropsiquiátrico (exemplo: autismo e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, autismo e transtorno opositor desafiante, depressão e transtorno de conduta), uma pessoa pode apresentar a associação simultânea de uma condição neuropsiquiátrica e um transtorno da fala, já que estas condições dividem mecanismos genéticos comuns.

Um recente artigo publicado na revista Neurology (uma das mais importantes do mundo na área de neurociências) denominado “Severe childhood speech disorder: Gene discovery highlights transcriptional dysregulation” aborda exatamente esse tema: a genética da apraxia da fala.

Nesse estudo, foram avaliadas 34 crianças com diagnóstico clínico de apraxia da fala, com idade média de 8 anos (variando de 2 anos e 9 meses a 16 anos e 10 meses), sendo 16 meninos. Nesse grupo de crianças havia um par de gêmeos monozigóticos. A avaliação genética foi realizada por análise cromossômica por microarray e sequenciamento do exoma/genoma. Das 34 crianças avaliadas, 33 além da apraxia da fala, também apresentaram atraso significativo para iniciar a fala na primeira infância. Na análise cromossômica por microarray uma das crianças apresentou uma deleção de novo, em mosaico, de aproximadamente 9,2 megabases, no braço longo do cromossomo 5 em 75% das células analisadas. No sequenciamento do exoma/genoma foram identificadas variantes candidatas para apraxia da fala em 21 das 34 crianças (62%).

Este estudo torna mais clara a compreensão de que a apraxia da fala, assim como diversas condições neuropsiquiátricas, pode dividir mecanismos genéticos comuns com o autismo ou outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Conhecer os mecanismos genéticos envolvidos na origem da apraxia da fala nos auxiliaria na determinação antecipada do prognóstico e, num futuro próximo, quem sabe, seriamos capazes de oferecer intervenções cada vez mais específicas para cada grupo genético de apraxia.

Vídeo

Assista, a seguir, ao vídeo de Paulo Liberalesso sobre a genética da Apraxia da Fala, no canal TEA Cerena no Youtube.

Referência:

Michael S. Hildebrand, Victoria E. Jackson, Thomas S. Scerri, et al. Severe childhood speech disorder: gene discovery highlights transcriptional dysregulation.  Neurology 19, 2020; 94 (20).

 

1º Congresso Online pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo — palestrantes — 2.abril.2020 — Revista Autismo

Revista Autismo fará seu 2º congresso online pelo dia mundial

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Evento será dia 2 de abril e inscrições estão abertas aqui

André, da Turma da Mônica, no cartaz da campanha nacional para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo 2020 - Autismo: Respeito para todo o espectro - #RESPECTRO

Com a pandemia ainda fora de controle no Brasil, e com o risco ainda alto para a realização de eventos presenciais, como caminhadas, palestras, seminários e congressos, a Revista Autismo fará novamente o maior evento online de autismo do Brasil (em 2020 teve um público de mais de 40 mil pessoas!) para celebrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril. Com acesso 100% gratuito, o tema é o da campanha nacional para a data no biênio 2020/2021: “Autismo: respeito para todo o espectro” — e hashtag #RESPECTRO (material gratuito para a campanha está disponível em campanha.RevistaAutismo.com.br). O evento acontece no dia 2 de abril de 2021 e as inscrições estão abertas neste link.

Com o apoio e a confirmação de diversos palestrantes de renome, autistas, familiares e especialistas, são mais de 20 palestras, com a participação de Mauricio de Souza e Marina, entre outros palestrantes, como: autistas, médicos, psicólogos, cientistas.

Com vídeos gravados, o evento se inicia no dia 2 de abril de 2021, no site canalautismo.com.br/DiaMundial.

Inscrições em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeSC-jt36mZ5IdBjENta38bykfkVSNVNzXKseiSUKqUXw2hVg/viewform.

A relação entre a não extradição de Julian Assange e o autismo

Tempo de Leitura: 2 minutos

Nesta segunda de manhã (4.jan.2021), a Justiça do Reino Unido decidiu a não extradição de Julian Assange para os EUA, e um dos argumentos tem ligação direta com o autismo.

Desde setembro de 2020, a imprensa britânica passou a noticiar que Assange recebeu o diagnóstico de Síndrome de Asperger — uma categoria de diagnóstico em desuso hoje, popularmente conhecida como uma espécie de “autismo leve”.

Asperger contém, então, duas características centrais do que compreendemos hoje como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA): dificuldade de interação social e comunicação, e comportamentos restritos/repetitivos.

Diagnóstico

A avaliação de autismo na vida adulta geralmente concentra relatos familiares, testes de habilidades sociais e uma investigação de características do autismo ainda na infância e uma série de profissionais. É um diagnóstico difícil de ser feito e muitas vezes negligenciado.

No caso de Assange, ele foi descrito como uma pessoa inteligente, com interesse rígido em certos tópicos (o que geralmente chamamos de hiperfoco), dificuldade de gerir conversas e interações, poucas amizades ao longo da vida e muitas atividades solitárias.

Uma descrição bem aprofundada sobre o debate em torno das características (e até mitos) do autismo no tribunal estão na cobertura do caso, feita pelo tabloide britânico Daily Mail.

Traços de autismo

O debate em torno de Assange ser autista não é novo. O próprio Julian Assange disse em 2011 que enxergava traços de autismo em si mesmo e ainda fez uma provocação ao dizer que “todos os hackers” teriam Asperger.

Um lado interessante deste debate é o quanto o autismo dito “leve” sempre foi beneficiado (inclusive culturalmente) pela ideia de sujeitos desajeitados, extremamente inteligentes e de poucos amigos. E isso voltou à tona — aqui tem um artigo de opinião interessante, da escritora australiana Kathy Lette: “I knew Assange was autistic – it explains why people read him unfairly“.

É curioso também observar o quanto o autismo — como um diagnóstico — tem ilustrado casos peculiares de obstrução da Justiça. Recentemente, o hacker preso por atacar sistemas do TSE, de 19 anos, se declarou Asperger.

Por fim, vale reforçar que a nova edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a CID-11, entra em vigor em 2022. E, a partir de então, o termo “Síndrome de Asperger” pode ser finalmente sepultado — e tudo estará integrado no TEA.

CONTEÚDO EXTRA

Disney+ terá série sobre autismo, de Miguel Falabella

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Prevista para ter quatro episódios, a Disney+ — a nova plataforma de streaming da Disney — terá uma minissérie sobre autismo: a adaptação do espetáculo “O Som e a Sílaba”, ambas (peça e minissérie) escritas e dirigidas por Miguel Falabella. A história gira em torno de uma mulher autista com habilidades extraordinárias para o canto lírico, que, em busca de alguém que lhe ajude a dar sentido à vida depois da morte dos pais, encontra alento em sua professora de canto.

Do teatro para as telas

Nos palcos, os papéis principais do espetáculo musical foram interpretados por Alessandra Maestrini e Mirna Rubim — espera-se que o façam também na versão televisiva. A informação de rumores sobre esse acordo foi publicada pela colunista d’O Globo, Patrícia Kogut, no mês passado. Agora, a coluna Fefito, de Fernando Oliveira, no UOL, confirmou o fechamento do acordo.

A história completa está no Portal da Tismoo, como todos os detalhes (veja lá).