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Mãe Musical encerrou abril com canção “Nossa Voz”, em homenagem à comunidade autista

Tempo de Leitura: 2 minutos

Com videoclipe emocionante, o projeto contou com apoio de diversas instituições, além da Revista Autismo

“O calendário no decorrer do ano ganha cores e datas para dar visibilidade a causas, despertando uma sociedade mais compreensiva e acolhedora.”  O mês de abril é marcado com a cor azul, para chamar a atenção à Conscientização do Autismo. Para dar voz a esse tema, a Mãe Musical, Elisa Gatti, realizou ações ao longo do mês, trazendo  apoios do Instituto Maurício de Sousa, Revista Autismo, e Associação Amigos do Autista (AMA) e dos aplicativos Jade Autism e Rede Azul.

E agora para fechar com chave de ouro, a cantora e compositora junto com 13 autistas incríveis lançou, no fim de abril (dia 30), a canção intituladaNossa Voz. 

Assista ao vídeo

 

“Nossa Voz” fala sobre a importância de dar espaço a essas pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) e mostrando que eles não têm cara, e sim muito a ensinar sobre o mundo deles e que escutam e dizem muito mais do que imaginamos. 

“Me emocionei muito com o resultado final. Nessa canção entrei apenas para ser ouvinte e como compositora coloquei tudo que ouvi e aprendi desse universo, com quem realmente entende. Meu papel dentro do Mãe Musical é dar espaço para que projetos e pessoas possam ser vistas. Por isso escolhi fazer isso no mês de abril, com a comunidade do autismo que me encantou tanto”, conta Elisa Gatti. 

Acompanhado de um videoclipe super emocionante, Elisa, além de contar com o total apoio de quem faz esse mês ser especial, traz no vídeo a participação de 13 autistas que soltaram a voz, são eles: Giovani de Sá Milhar, Artur Siqueira Mousquer,  Joaquim Hennemann Solana, João Pedro Ribeiro Barboni, Árthur Oliveira Nogueira, Fernando Pavone Cinelli, Rafael Cariatti, Fabiola Cariatti, Germano Brissac, Julia Magalhães Albrigo Guimarães, Bruno Caruso Caldatto, Israel Rodrigues Parreira e Fernando Pavone Cinelli. Esses são apenas alguns rostos que representam toda a grande comunidade do autismo, que merece espaço. 

Acompanhe a artista no Instagram: @MaeMusical.

Homenagem: Nilton Salvador, um precursor

Tempo de Leitura: 7 minutos

“Os pais devem ter consciência e saber que o excesso de zelo nunca conduzirá o autista para uma educação que dê bons resultados, e o mesmo ocorre com o descaso.”*

(Nilton Salvador)

Nilton Salvador é um dos grandes espíritos que, de vez em quando, são enviados por Deus para organizar um pouco a vida de nós, seres humanos comuns, e desavisados das grandes verdades da vida.

Mês passado Deus o chamou de volta: o trabalho estava cumprido, ele havia colocado no caminho certo milhares de pais e mães de autistas dando-lhes esperanças, exemplos, conselhos… dando-lhes fé!

A dor que hoje sinto pela perda física desse amigo, que me tirou o chão e me moeu o coração, não é nada comparada à alegria que devem ter tido Deus e todos os amigos espirituais pelo retorno dele à verdadeira Pátria!

 

 

Nilton Salvador, ativista em prol do autismo — homenageado por Cláudia Moraes na Revista Autismo nº 11 (dez/2020).
Nilton Salvador

Devo dizer quem foi Nilton Salvador para aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo, pessoas que são recém-chegadas à causa autista. Para esses posso dizer que Nilton foi, antes de tudo, o pai de Eros, Anna e Gabriel; também o esposo devotado de Roseli Antônia. Nascido em Santa Catarina, foi morar e amar Curitiba como poucos. Tornou-se escritor para dividir com outros pais a sua trajetória com o filho autista, Eros. E esse seu protagonismo foi um presente para nós, outros pais de autistas brasileiros, perdidos na década de 1990, com filhos que constavam numa incidência de 1 a cada 10 mil nascidos, sem publicações nacionais que nos mostrassem que não estávamos sós. Em 1993, Nilton lançou seu primeiro livro, e maior sucesso, que se chamou Vida de Autista.

Na época da movimentação pelo Projeto de Lei do Senado nº 168, de 2011, que posteriormente resultou na Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, com os autores Berenice Piana e Ulisses Batista à frente, um dos grandes alicerces foi Nilton Salvador, que se empenhou de todas as formas para que o Brasil pudesse, sim, ter a sua lei de defesa dos direitos dos autistas, o que graças a Deus se tornou realidade em 2012, o marco da história do autismo no Brasil: a Lei Berenice Piana (12764/12).

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