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História da Síndrome de Asperger é tema de podcast

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O podcast Introvertendo, atualmente o principal podcast sobre autismo do Brasil, lançou nesta sexta-feira (15), o seu 101º episódio, cujo título é Diagnóstico de Síndrome de Asperger. Apresentado por Tiago Abreu e com as participações dos podcasters Michael Ulian e Paulo Alarcón, o episódio da semana é uma regravação do episódio de estreia do Introvertendo.

Durante o episódio, os três podcasters, que também são diagnosticados com a síndrome, explicam a relação do tema com o autismo, o trabalho de Hans Asperger, as mudanças do DSM-V e o porquê o termo será abolido em 2022, com a chegada da nova classificação de autismo trazida pelo CID-11.

“Quando pensamos em criar o Introvertendo no primeiro semestre de 2018, foi fácil definir que o nosso episódio de estreia seria sobre a Síndrome de Asperger, até porque é o diagnóstico que inclui a todos nós. Mas, naquela época, não sabíamos muito bem o que gravar. Fazer uma nova gravação deste tema sempre foi um plano nosso”, disse Tiago.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Dificuldades do diagnóstico tardio

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Coluna: Liga dos Autistas

Ser Autista não é fácil, viver anos sem saber é ainda pior: tempo perdido! A falta de tratamento adequado, inúmeras adaptações, lidar com expectativas, não ter o acompanhamento necessário são alguns dos efeitos negativos na vida de um neurodiverso sem diagnóstico.

Todos (quase todos) com diagnóstico tardio descrevem a sensação da descoberta: alívio e libertação! Na verdade, temos um sistema operacional cerebral diferente. Mas ser diferente para a sociedade… incomoda!

Saga para obter diagnóstico? Ah! Esse momento é provação, resistência, teste de paciência e sanidade! Alguns profissionais conseguem ser mais autistas que nós no sentido de interpretar literalmente características não tão padronizadas como se imagina. Não possuem empatia, têm julgamentos infundados, nos ridicularizam, sequer investigam nossos questionamentos e ainda soltam o jargão medicinal da ignorância: “você não é Autista, dê graças a Deus por ser normal!”. Por que não nos escutam, ou dão atendimento humanizado? Devemos ser gratos por não sermos considerados anormais!?

Mudar essa visão equivocada é extremamente importante, pois precisamos de parceiros e de solidariedade, não de inimigos! Apoio, compreensão e aceitação são fundamentais antes, durante e após o diagnóstico. Pois, mesmo com o laudo atestando essa neurodiversidade, as dificuldades e limitações ainda existirão.

Autismo e outros transtornos do espectro autista

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O Autismo Infantil foi descrito inicialmente por Kanner em 1943 quando ele identificou crianças apresentando prejuízos nas áreas da comunicação, do comportamento e da interação social, e caracterizou essa condição como sendo única e não pertencente ao grupo das crianças com Deficiência Mental.

Propôs o nome de Autismo para chamar a atenção para o prejuízo severo na interação social que era muito evidente desde o início da vida desses pacientes.

Deixou claro que, embora a causa dessa condição não fosse conhecida,  acreditava que o ambiente desfavorável seria o responsável. No mesmo trabalho, entretanto, refere-se que, em alguns casos, o transtorno era tão precoce que não haveria tempo para a interferência do ambiente a respeito da criança, de modo que poderia haver uma etiologia biológica.

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