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Janeiro Branco – A prática da autolesão por adolescentes escolares: Realidades e desafios

3 de janeiro de 2022

Tempo de Leitura: 2 minutos

Por Éder Gomes de Oliveira

Conselheiro Estadual de Mato Grosso/MT da ONDA-Autismo

A campanha Janeiro Branco foi idealizada para o primeiro mês do ano a fim de aproveitar esse momento de reflexão e de planejamento atrelado à simbologia de recomeço. Assim, o principal objetivo da campanha é discutir a relevância da saúde mental e do cuidado com as emoções.

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Nesse sentido, a ONDA-Autismo quer sensibilizar e chamar atenção com a temática “autolesão não suicida na adolescência”. O assunto tem recebido atenção de pesquisadores  em  virtude  do  aumento  de  casos  relatados  nas  escolas  e  mídias  sociais. Apesar disso, o tema ainda é pouco focalizado na produção científica no âmbito educacional.

O  comportamento  de  autolesão  ocorre  em  diversas  faixas  etárias,  sendo  predominante em adolescentes, sobretudo do sexo feminino. Vários são os fatores de riscos  acentuados  entre  os  adolescentes,  como  por  exemplo,  características  da  personalidade,  transtornos psiquiátricos, problemas sociais, problemas familiares, o uso de substâncias psicoativas.

O tema autolesão no ambiente familiar e escolar remete às questões importantes tais  como:  os  sentimentos  ambivalentes  relacionados  a  falar  sobre  a  autolesão  e  da procura de ajuda, o desejo de ser compreendido e o medo de ser julgado. Além disso é preciso destacar as dificuldades das famílias, dos professores e dos colegas em responder à essa demanda afetiva do(a) adolescente.

Um assunto que merece grande destaque para inúmeras discussões em torno da saúde mental dos adolescentes, em especial no ambiente escolar. A de ser tratado e colocado para debates entre família e escola para com os reais cuidados com a saúde desses adolescentes.

Por tanto a campanha serve como um alerta para que todos comecem seu novo ciclo de uma maneira sadia, tanto emocional quanto psicologicamente. E para que isso seja possível, fazer terapia pode ser o primeiro item da lista de resoluções para que as demais sejam atingidas com sucesso.

Tanto que o Ministério da Saúde reforça, em seu portal, a importância de se ter hábitos saudáveis, tanto para o corpo quanto para a mente, e dá algumas dicas que podem contribuir, e muito, com a nossa qualidade de vida:

  • Reserve um tempo para curtir a vida e a convivência com os outros;
  • Viva intensamente seus momentos em família;
  • Pratique atividades físicas;
  • Mantenha uma alimentação saudável;
  • Reforce seus laços de amizade;
  • Não abra mão de boas noites de sono;
  • Não tenha vergonha de buscar ajuda de profissionais.

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Minhas percepções sobre a trajetória do autismo no Brasil

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Palavra mágica

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Esta é a frase mágica que utilizamos quando o Gabriel tenta uma interação social com outras pessoas.

As terapias fazem parte de nossas vidas desde 2011 e, de vez em quando, ele tenta interagir com o mundo que está à sua volta. Por outro lado, ele não sabe muito bem como fazer esta aproximação e, na maior parte das vezes, a reação da outra parte acaba não sendo tão amigável.