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Carta aberta para mães atípicas

6 de dezembro de 2021

Tempo de Leitura: 2 minutos

Por Paula Frade

Conselho de Profissionais da ONDA-Autismo, Moderadora Projeto TEAcolher , Pedagoga; Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento, Mentora de mães atípicas 

 

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Academia do Autismo

Ei, mãe atípica, hoje eu quero falar com VOCÊ!

Estou passando aqui para lhe lembrar que, por mais difícil que tenha sido seus dias, lutas intermináveis, rede de apoio escassa e uma solidão que as vezes parece não ter fim, você precisa acreditar que algo bom vai chegar, mesmo que demore, porque todas as suas lutas serão honradas.

Sim, eu sei que em muitos momentos parece que o mundo não compreende você, que a vida dos outros é sempre mais tranquila que a sua e que sua jornada parece andar para trás. Mas, deixa eu te falar uma coisa. Talvez você nem se lembre disso, mas você é um ser humano incrível, faz a diferença na vida de muita gente e, sim, MUITA gente se espelha em você.

Sua determinação, empenho, resiliência e amor, são características admiráveis e que traz luz a vida de muitas pessoas. Nunca se esqueça que milhares de pessoas gostariam de ter a sua vida, viver a sua história, porque ela é linda, mesmo enfrentando dezenas de batalhas diariamente.

Ah, minha querida, se eu estou aqui nesse Instagram e imersa na pesquisa sobre autismo e qualidade de vida é porque EU acredito em você e sei posso ajudá-la nessa travessia. Confesso que gostaria de fazer MUITO mais, por isso eu não me canso de buscar, incessantemente, por relatos e evidências científicas para apresentar a você o que há de mais novo na ciência para lhe ajudar em sua jornada.

Quer um conselho? Reserve uns minutinhos do dia de hoje e escreva por quais motivos você é grata e quais são os motivos que lhe incomoda. Tenho certeza que você terá mais a agradecer e ter mais motivação para mudar as situações que tem controle.

Lembre-se: você não nasceu para dar errado.

Buscar as soluções para questões que estão sob nosso controle só depende de nós.

Com carinho, respeito e gratidão,
Paula Frade

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Minhas percepções sobre a trajetória do autismo no Brasil

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Por Maria Elisa Granchi Fonseca
Eu costumo dizer que sou da velha geração do autismo no Brasil. Daquela geração que no final dos anos 1980, não tinha livros para ler, internet para consultar, professores para orientar, mas tinha crianças para atender. Pois é. Elas sempre existiram. Eu sou da geração 80 que colocava na porta a plaquinha “Em atendimento”, entrava na sala com a criança e não sabia o que fazer. Eu não tenho vergonha de contar essa passagem da minha vida, pois foi dali que eu passei a entender que algo precisava ser feito. Eu realmente não sabia o que fazer com aquela criança que ali estava e não tinha ninguém que pudesse me orientar com precisão naquele momento.

Palavra mágica

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Esta é a frase mágica que utilizamos quando o Gabriel tenta uma interação social com outras pessoas.

As terapias fazem parte de nossas vidas desde 2011 e, de vez em quando, ele tenta interagir com o mundo que está à sua volta. Por outro lado, ele não sabe muito bem como fazer esta aproximação e, na maior parte das vezes, a reação da outra parte acaba não sendo tão amigável.